
Alexandre Oliveira e a filha Isabela em momento de celebração mesmo diante do desafio da fístula liquórica espontânea (Foto: Instagram)
Diagnosticado com uma rara condição de vazamento de líquido cerebral, a fístula liquórica espontânea, o brasiliense Alexandre Oliveira, de 46 anos, passa a maior parte do tempo deitado para aliviar a dor.
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Desde que foi diagnosticado em 2022, Alexandre enfrenta intensas dores de cabeça e começou a apresentar rebaixamento de consciência, o que o faz desmaiar, ter sonos profundos e perder a memória.
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A fístula liquórica espontânea é uma condição rara em que o líquido que envolve o cérebro e a medula espinhal vaza pelas meninges, as membranas que cobrem o sistema nervoso central.
De acordo com o neurologista e neuroimunologista Thiago Taya, do Hospital Brasília Águas Claras, essa condição ocorre sem histórico de trauma, cirurgia ou procedimento local.
O vazamento pode ser causado por atritos crônicos da dura-máter com osteófitos, rompimento de pequenas bolsas ou cistos nas raízes dos nervos, ou uma conexão anormal com veias peridurais.
Com o vazamento, a pressão do líquor diminui, agravando ao ficar em pé e melhorando quando deitado. A condição é comparada a uma garrafa de água invertida, onde a pressão interna reduz quando o líquido sai.
Apesar do risco de morte ser raro, complicações podem incluir hematomas subdurais, trombose e meningite bacteriana. O tratamento principal é o fechamento da abertura com um procedimento conhecido como blood patch.
Nos casos mais leves, enquanto se avalia a intervenção médica, o tratamento pode ser conservador, com repouso, analgesia e cafeína para ajudar na produção do líquor.
PRINCIPAIS SINTOMAS DA FÍSTULA LIQUÓRICA ESPONTÂNEA
- Dor de cabeça.
- Cefaleia ortostática.
- Náuseas.
- Zumbidos.
- Tonturas.
- Sensação de ouvido tampado.
- Redução da audição.
Em 2022, Alexandre não apresentava condições médicas que necessitassem investigação. No final do ano, começou a sentir dores de cabeça que evoluíram para um estado incapacitante.
Inicialmente, foi diagnosticado com trombose cerebral, mas uma segunda opinião revelou tratar-se de uma fístula liquórica espontânea.
Após tratamentos sem sucesso e medicamentos fortes, Alexandre migrou para o SUS em 2024. Um neurocirurgião solicitou uma mielografia, exame não disponível na rede pública.
Sua filha, Isabela, iniciou uma vaquinha virtual para custear o exame e uma consulta em São Paulo, pois Alexandre está aposentado por invalidez e trabalha como motorista de aplicativo por poucas horas.
Atualmente, Alexandre segue um tratamento conservador, permanecendo mais tempo deitado devido aos sintomas persistentes.







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