
Indústria sofre com juros altos ao buscar crédito, aponta CNI (Foto: Instagram)
Os juros elevados continuam sendo o principal obstáculo enfrentado pelas empresas do setor industrial ao tentar contratar ou renovar operações de crédito, conforme pesquisa divulgada nesta sexta-feira (9/10) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
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Entre as empresas que encontraram dificuldades para obter financiamento de curto ou médio prazo, com duração de até cinco anos, 76% mencionaram as taxas de juros como uma das principais barreiras. Para créditos de longo prazo, superiores a cinco anos, o percentual foi de 68,9%.
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Maria Virgínia Colusso, analista de Políticas e Indústria da CNI, explica que esse cenário é consequência do ciclo de juros altos imposto pelo Banco Central. "A Selic começou o ano em 15%, e o Banco Central tem sido cauteloso nos cortes. A redução dos juros demora a impactar o custo do crédito, que ainda é elevado para as empresas", afirmou.
A exigência de garantias reais é a segunda maior dificuldade para obter crédito, mencionada por 33,4% das empresas que enfrentaram problemas para contratar ou renovar financiamentos de curto ou médio prazo, e por 31,5% das que buscavam operações de longo prazo.
No crédito de curto e médio prazo, a burocracia foi a terceira dificuldade mais citada, com 13,6% das respostas. Já para operações de longo prazo, o terceiro maior obstáculo foi o prazo de carência inferior ao necessário, citado por 18,9%.
No crédito de longo prazo, 54% das empresas não buscaram contratar ou renovar financiamento. Apenas 15,5% conseguiram uma nova operação ou a extensão de uma já existente, enquanto 9,2% tentaram obter os recursos, mas sem sucesso.
A pesquisa também revela que algumas empresas estão recorrendo a financiamentos de longo prazo para cobrir despesas correntes. Entre as que buscaram, contrataram ou renovaram crédito de longo prazo, 28,7% apontaram o capital de giro como principal finalidade. Este percentual supera o registrado para investimentos em máquinas e equipamentos, que foi de 23,6%, e construção ou instalações, de 11,6%.
"O capital de giro geralmente é usado para cobrir folha de pagamento, compra de materiais e insumos, entre outras despesas diárias, e normalmente se busca crédito de curto prazo para isso. No entanto, é notável quando as empresas procuram crédito de longo prazo para esse fim, já que normalmente ele é destinado a financiar investimentos em máquinas, equipamentos e edificações", explica Colusso.







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