
Zohran Mamdani anuncia investigação sobre ação do ICE que baleou imigrante (Foto: Instagram)
O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, declarou neste domingo (11/10) que iniciará uma investigação sobre os disparos realizados por agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) contra um imigrante da República Dominicana durante uma operação na última quinta-feira (8/10).
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O anúncio foi feito durante uma entrevista à emissora MS NOW. Mamdani afirmou que ele e o Departamento de Polícia de Nova York (NYPD) irão investigar os disparos, a resposta policial, os protestos subsequentes e o uso de um estacionamento privado pelo órgão federal como base de apoio à operação.
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No dia do incidente, Mamdani entrou em contato com o presidente Donald Trump e solicitou a suspensão de todas as ações de fiscalização do ICE na cidade. À MS NOW, o prefeito comentou que disse a Trump e ao secretário de Segurança Interna, Markwayne Mullin, que as operações da agência estavam “tornando a cidade menos segura”.
O dominicano Oscar Belgal, de 28 anos, foi baleado durante uma operação em Marble Hill, no Bronx, que tinha como objetivo prendê-lo. De acordo com o Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS), Belgal teria "usado o veículo como arma", acelerando em direção aos agentes e colidindo com outros carros ao tentar fugir. Um dos oficiais reagiu e disparou contra o veículo.
Pelo menos sete tiros foram disparados, e Belgal foi atingido no pescoço. Uma criança de 5 anos que estava no carro não sofreu ferimentos.
O dominicano sofreu um ferimento superficial no pescoço, recebeu atendimento médico e está detido em uma unidade de detenção nos arredores do estado de Nova York.
A presença da criança no veículo e os disparos efetuados pelos agentes em uma rua residencial movimentada geraram críticas dos moradores.
O chefe de operações de fiscalização e deportação do ICE, Marcos Charles, afirmou que Belgal possui antecedentes criminais em Nova York, incluindo acusações de roubo, furto qualificado e furto com porte de arma letal. Segundo o DHS, ele estava nos Estados Unidos em situação migratória irregular e tinha ligações com a gangue Trinitarios.







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