Padre Zezinho rejeita ser chamado de influenciador: “A influência é da Igreja”

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Padre Zezinho lança biografia autorizada aos 80 anos (Foto: Instagram)

José Fernandes de Oliveira, conhecido em todo o Brasil como Padre Zezinho, conquistou gerações com a música "Oração pela Família", lançada em 1995 e ainda utilizada por fiéis. Recentemente, ele lançou sua primeira biografia autorizada, "Apenas Um Cidadão do Infinito: Vida e Missão de Pe. Zezinho" (ed. SCJ 35).

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O livro é fruto de uma tese da jornalista Gabi Bonvechio, que trabalha como assessora do padre desde 2019. A obra revisita a trajetória de um dos maiores comunicadores católicos do país e promete revelar aspectos pouco conhecidos de sua vida dedicada à evangelização.

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“SOU CATEQUISTA”
Ao recordar os momentos mais desafiadores de sua carreira, incluindo o período em que teve que deixar o Brasil devido às suas pregações, Padre Zezinho mostra que a idade não afetou sua determinação. Ele se define como alguém que não se intimida e resume sua postura diante das críticas:

“Eu não tenho medo, não provoco, mas sei responder. A Igreja precisa se defender, o pobre precisa se defender, a pessoa machucada precisa se defender, mas sem ofender”, afirma.

O equilíbrio entre gentileza e firmeza é o que ele chama de “rumo e prumo”. Padre Zezinho se descreve como um homem de diálogo, que sabe impor limites quando sua dignidade ou a dos marginalizados é atacada. Ele também define sua posição política:

“Eu não sou esquerdista, nem centrista, nem direitista. Eu sou catequista.”

“PADRE INFLUENCIADOR”
Afastado dos palcos após sofrer um AVC em 2012 e ser diagnosticado com câncer de próstata, o padre afirma que nunca serviu a interesses pessoais, mas à Igreja Católica e seus princípios.

Questionado sobre a nova geração de “padres influenciadores”, que ganham fãs pela internet e geram polêmica, como Frei Gilson, Fábio de Melo e Patrick Fernandes, Zezinho é claro ao dizer que nunca buscou reconhecimento ou dinheiro.

“O tempo todo eu nunca quis [a fama]. Quando eu comecei a fazer, eu estabeleci um limite: eu não trabalho para isso. Eu não ganho dinheiro pelo que eu falo, eu vejo o que outros fazem. Eu, não. Eu também não procuro multidão”, garante.

Zezinho acrescenta que, apesar de ter reunido multidões em eventos e pregações, ele sempre esteve a serviço da Igreja.

“Eu não ouso dizer que sou influenciador. A influência é da Igreja; eu estou a serviço. Eu não estou preocupado com número nem com dinheiro; ele [o dinheiro] não é meu. Eu tenho outro conceito. Agora, o fato de outros fazerem isso… não posso julgar, é gente nova com outros conceitos”, finaliza.

DEFESA DA IGREJA
Em conversa com o portal, Zezinho também falou sobre as mudanças da sociedade na Igreja e explicou que, apesar de seguir os conceitos do catolicismo, não renuncia aos ensinamentos e à sua crença. Ele citou como exemplo o casamento LGBT.

“Eu tenho o meu princípio, a minha prática, que a Igreja também tem. Eu sei conviver com pessoas que têm outra maneira de casar, de amar. Isso não quer dizer que eu concordo, mas eu respeito“, completa.

Confira a entrevista na íntegra no vídeo acima.

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