
Renata D’Aguiar destaca direitos da população e representatividade feminina em seu primeiro mandato na CLDF (Foto: Instagram)
A recém-eleita deputada distrital Renata D’Aguiar (Republicanos), de 37 anos, destacou que seu foco na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) será assegurar os direitos da população. Em entrevista realizada na terça-feira (13/10), ela discutiu sua trajetória, propostas de mandato e a importância da representatividade feminina na política.
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“Minha prioridade é garantir direitos, pois não posso falar apenas de saúde e esquecer a educação. Como mulher, entendo a importância de valorizar quem cuida e jamais posso deixar as mulheres de lado. Precisamos fortalecer e ser a voz das mulheres, que ainda são minoria na política”, afirmou.
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A deputada defendeu a criação de um benefício de transição para mães atípicas que perderam os filhos, uma ideia que surgiu de sua experiência como subsecretária de Promoção das Mulheres e do contato com mães que dedicaram anos ao cuidado dos filhos, muitas vezes abrindo mão de suas carreiras.
Ela pretende discutir maneiras de acolher essas mulheres, oferecendo condições para que elas reconstruam sua autonomia.
Nas eleições de 2026, Renata conquistou 28.172 votos e exercerá seu primeiro mandato na CLDF a partir de 2027. Auditora federal do Tesouro Nacional e fundadora do Instituto Reciclando o Futuro, Renata foi Subsecretária da Mulher no governo de Ibaneis Rocha entre 2023 e 2026 e também diretora do FNDE.
Renata iniciou sua carreira eleitoral em 2018, quando disputou uma vaga na Câmara Legislativa, recebendo cerca de 4 mil votos. Em 2022, aumentou sua votação para quase 12 mil votos, ficando como suplente em ambas as ocasiões.
Comentando a eleição de 2026, Renata observou um cenário de forte polarização política, mas afirmou não se identificar com essa postura. Agora eleita, ela pretende levar ao parlamento o trabalho que já realizava fora da CLDF, focando em saúde, educação e gestão de recursos públicos.
“Daqui a quatro anos, quero ser lembrada como uma parlamentar de resultados, que está no dia a dia da população, combatendo suas dores”, declarou.
ATENDIMENTO A PESSOAS NEURODIVERGENTES
Renata planeja ampliar o atendimento a pessoas neurodivergentes. Diagnosticada com transtorno do espectro autista (TEA), ela disse que sua experiência pessoal a ajudou a entender melhor o assunto.
Ela defende facilitar o acesso ao diagnóstico de autismo para crianças, jovens e adultos, além de garantir acompanhamento após a identificação.
Na educação, Renata quer fortalecer a educação inclusiva, com equipes multidisciplinares nas escolas, incluindo psicólogos e fonoaudiólogos.
Ela acredita que é necessário oferecer suporte tanto aos estudantes com necessidades específicas quanto aos professores, que muitas vezes estão sobrecarregados e sem formação adequada.
Renata também destacou a importância de avaliar e expandir a capacidade de atendimento dos centros de ensino especial do Distrito Federal.
REPRESENTATIVIDADE FEMININA E REDE DE APOIO
Falando sobre a presença feminina na política, Renata apontou que a sobrecarga com responsabilidades domésticas e familiares é um dos principais obstáculos à participação feminina em espaços de poder.
Para ela, o Estado deve ampliar essa estrutura, incluindo a oferta de creches, para que mais mulheres possam conciliar maternidade, vida profissional e participação política.
Renata destacou que a presença feminina em cargos eletivos é crucial para ampliar a representação das mulheres e mostrar que elas estão prontas para ocupar diferentes espaços de poder.
Ela relatou ter enfrentado situações em que precisou demonstrar mais conhecimento e capacidade para obter o mesmo respeito que colegas homens.
“É sempre uma responsabilidade maior ocupar lugares de destaque, para que entreguemos o melhor à sociedade e, no futuro, não precisemos nos provar duas ou três vezes mais para sermos respeitadas na mesma proporção que um homem”, afirmou.
COMBATE À VIOLÊNCIA DE GÊNERO
O combate à violência de gênero também é uma das prioridades do mandato de Renata. Com experiência na área de promoção dos direitos das mulheres, ela defende ações que combinem combate imediato à violência com medidas de prevenção, especialmente através da educação.
Renata também defende a integração entre diferentes secretarias do Governo do Distrito Federal, com recursos e estrutura suficientes para fortalecer a rede de proteção às vítimas.
Ela destacou que o atendimento às vítimas deve ser integrado, para que elas não precisem repetir seus relatos de violência em diferentes órgãos públicos.
“Precisamos de uma política integrada e de um Estado eficiente, que realmente acolha essa mulher e combata a revitimização. A mulher precisa poder relatar uma única vez o que aconteceu, para que o Estado ofereça acolhimento e assistência, sem que ela tenha de repetir seu relato diversas vezes em diferentes equipamentos públicos”, pontuou.







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