
Estudantes e professores em protesto diante do Congresso em Buenos Aires por mais investimentos na universidade pública. (Foto: Instagram)
Estudantes e professores se reuniram nas ruas de Buenos Aires, Argentina, na quinta-feira (15/10), para exigir que o presidente Javier Milei cumpra a lei de financiamento das universidades públicas. A manifestação em frente ao Congresso resultou em confronto entre manifestantes e a polícia.
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Para dispersar os manifestantes, os agentes de segurança usaram gás lacrimogêneo, enquanto alguns manifestantes lançaram pedras. De acordo com o Ministério da Segurança, cinco policiais ficaram feridos.
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A principal demanda da mobilização era a implementação da Lei de Financiamento Universitário, que inclui a atualização dos recursos para as instituições públicas, a compensação das perdas salariais dos professores e a recomposição das bolsas estudantis.
Com bandeiras de entidades estudantis e sindicatos, os manifestantes exibiram mensagens como “Milei, cumpra a lei” e “A universidade pública é um direito, não um privilégio”. O protesto seguiu dias de greve e manifestações dentro das universidades, pressionando o governo a cumprir as determinações judiciais sobre o financiamento do setor.
O governador da província de Buenos Aires, Axel Kicillof, também criticou a política do governo federal em relação à educação pública. Em uma publicação na rede social X, ele afirmou que a nova Marcha Federal Universitária demonstra que os cortes na área são um erro que compromete o presente e o futuro da Argentina.
O impasse sobre o financiamento das universidades argentinas persiste desde agosto de 2025, quando o Congresso aprovou a Lei de Financiamento Universitário. Milei vetou a lei, mas a disputa avançou para a Justiça. Em junho, a Suprema Corte determinou que o governo cumprisse os pagamentos previstos na legislação.
Mesmo com as decisões judiciais, o financiamento continua sendo um ponto de conflito entre o Executivo e as instituições de ensino, que pressionam pela recuperação dos recursos e pela valorização dos profissionais da educação.
A manifestação desta quinta-feira é a quinta mobilização nacional do setor desde que Milei assumiu a Presidência, em dezembro de 2023. O governo anunciou reajustes nas verbas para as universidades durante esse período, mas representantes das instituições avaliam que os repasses não são suficientes para atender às necessidades do ensino público.
Além de estudantes e professores, a marcha contou com a participação de partidos opositores, sindicatos, organizações sociais e aposentados. Os manifestantes pedem a revogação da medida.







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