
Daniel Vorcaro (esq.) e o ministro Kassio Nunes Marques (dir.) aparecem nas conversas que envolvem o desembargador Newton Ramos (Foto: Instagram)
O desembargador Newton Ramos, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), tem procurado autoridades para pedir apoio e relatar que ele e sua esposa, a advogada Camilla Ramos, estão sob medicação para insônia desde que foram descobertas suas ligações com o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.
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A coluna divulgou diálogos entre Newton, Camilla e Vorcaro que também envolvem o ministro do Supremo Tribunal Federal e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques. Nas conversas, o desembargador e a advogada eram identificados como parte da "turma do KN", uma referência às iniciais do nome do ministro.
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Após a publicação das informações, a Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) iniciou um processo para investigar a conduta do magistrado. O procedimento é mantido em sigilo.
Foi revelado que um contrato de honorários assinado pelo Banco Master com o escritório de Camilla Ramos poderia render R$ 427 milhões, caso fossem liberados aproximadamente R$ 8,5 bilhões em precatórios de interesse do banco. Em mensagens no WhatsApp com Vorcaro, o casal comemora o voto de Nunes Marques em julgamento favorável ao banqueiro.
A coluna também revelou que Vorcaro pagou uma diária no hotel Fasano para o ministro, alugou uma mansão no Rio de Janeiro para a "Turma do KN" assistir ao desfile das campeãs do Carnaval de 2024, além de contratar uma acompanhante de luxo. O Partido dos Trabalhadores (PT) entrou com um pedido de investigação de Kassio Nunes devido às menções divulgadas pela coluna.
O ministro não nega suas relações com o desembargador, nem que a sigla KN seja uma referência ao seu nome.







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