Fundo do Banco Master bloqueia resgates e recursos da Rioprevidência

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Entrada da agência central do Rioprevidência, órgão que administra aposentadorias e pensões do Rio de Janeiro. (Foto: Instagram)

Um fundo de investimento do Banco Master interrompeu os resgates, impedindo que o Rioprevidência retirasse R$ 481 milhões aplicados na instituição do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

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Os valores estavam no fundo Revolution, que cancelou a solicitação de resgate mesmo com uma ordem judicial que proibia ações para atrasar ou impedir a operação, prevista para 17 de agosto.

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O dinheiro pertence ao órgão que gerencia aposentadorias e pensões dos servidores do Rio de Janeiro. A justificativa do fundo, administrado pela Master Corretora, foi a falta de liquidez, já que os investimentos não poderiam ser convertidos em dinheiro a tempo.

A gestão dos investimentos, anteriormente feita pela Acura, passou para a Versal Finance em fevereiro deste ano, em meio às investigações do Caso Master e das aplicações de recursos previdenciários no banco.

Os advogados do Rioprevidência acusam os responsáveis pelo fundo de desobedecerem uma ordem judicial da 10ª Vara da Fazenda Pública do Rio. A Procuradoria do Estado afirma que o bloqueio dos resgates prejudicou a retirada dos recursos, agravando os danos ao patrimônio público dos aposentados.

“Apesar da concessão da tutela de urgência, esse resgate não foi cumprido pela administradora fiduciária Master Corretora, deixando quase meio bilhão de Reais em recursos previdenciários retidos em carteira opaca, ilíquida e superavaliada”, escreveram os advogados do órgão em documento obtido pela coluna.

O Rioprevidência continuou: “Esse impacto é insuportável para qualquer investidor, especialmente para o Rioprevidência e para o Estado – que é o responsável final pelo pagamento das verbas alimentares aos aposentados e pensionistas fluminenses.”

O fundo foi fechado para resgates em 5 de agosto, 12 dias antes da data prevista para o pagamento. A administradora informou que todos os pedidos de retirada ainda pendentes seriam cancelados.

Em julho, o fundo possuía um patrimônio líquido de R$ 5,52 bilhões, dos quais R$ 5,33 bilhões estavam classificados como “outras aplicações”.

A coluna procurou a Versal e está aguardando uma resposta.

VALORES
Os advogados do Rioprevidência solicitaram a substituição da administração e gestão do fundo, além da suspensão do pagamento de taxas às empresas envolvidas até a recuperação total do patrimônio público.

A Master Corretora nega ter criado obstáculos à retirada do dinheiro e afirma que o fechamento para resgates foi decidido pela atual gestora, a Versal Finance, devido à falta de liquidez dos investimentos.

A administradora argumenta que uma venda forçada dos ativos poderia resultar em perdas aos investidores. Segundo a defesa, os recursos recebidos pelo fundo serão usados para cobrir despesas e devolver gradualmente o dinheiro aos cotistas, conforme os investimentos forem convertidos em caixa.

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