Câmara dos Deputados avalia voto distrital misto para conter influência de Nikolas Ferreira

Publicado por

–


Nikolas Ferreira (PL-MG) e Lucas Pavanatto (PL-SP) em pronunciamento na Câmara dos Deputados (Foto: Instagram)

A Câmara dos Deputados está se preparando para avançar nas discussões sobre uma mudança no sistema eleitoral do Brasil. Partidos de centro e do Centrão estão articulando um texto que deverá ser votado em novembro, antes que os novos deputados tomem posse em fevereiro de 2027.

++ Sistema de IA mostra como pessoas estão criando conteúdo diário sem gravar vídeos

A preocupação principal desse grupo é com o desempenho de candidatos como Nikolas Ferreira (PL-MG) e Lucas Pavanatto (PL-SP), que receberam milhões de votos e ajudaram a eleger muitos candidatos do mesmo partido.

++ Bomba! Astro de Hollywood, Joe Manganirllo revela ter amputado membro

Uma das propostas em discussão é o voto distrital misto, que combina a eleição de deputados por regiões com a distribuição de cadeiras de acordo com os votos recebidos pelos partidos. Essa proposta visa aproximar os parlamentares dos eleitores e alterar a forma como as vagas são distribuídas na Câmara.

Nesta semana, houve articulação com partidos de centro que apoiam a reeleição de Hugo Motta (Republicanos-PB) para a presidência da Câmara dos Deputados no próximo ano.

O grupo inclui União Brasil, PP, PSD, Republicanos, MDB, PSDB-Cidadania e Podemos, além da federação Solidariedade-PRD. O acordo fortalece Motta, mas ainda é necessário converter esse apoio em votos dos deputados.

Segundo informações divulgadas, os presidentes do PSDB, Aécio Neves, e do PSD, Gilberto Kassab, foram os que mais defenderam a mudança do sistema eleitoral.

Como funciona o voto distrital misto? Esse modelo combina dois formatos: parte dos deputados é eleita por distritos eleitorais, áreas geográficas que escolhem seus próprios representantes, e outra parte é definida proporcionalmente aos votos recebidos pelos partidos.

A proposta pode aproximar deputados de suas regiões, mas também favorecer candidatos com bases eleitorais concentradas. O efeito sobre os puxadores de votos dependerá das regras e da proporção de cadeiras destinadas a cada modalidade.

Por que mudar o sistema? A discussão ganhou força após o avanço do PL nas eleições de 2026. Nikolas Ferreira e Lucas Pavanato (PL-SP) receberam mais de 3 milhões de votos cada um, contribuindo para ampliar a representação da legenda na Câmara.

O PL chegará à próxima legislatura com 121 deputados federais, sua maior bancada desde 1990. Já a federação União Brasil-PP cairá de 97 para 87 parlamentares.

Para partidos do Centrão, o atual sistema permite que candidatos muito populares ampliem a bancada de suas legendas. A mudança, portanto, também tem impacto direto na disputa por espaço e poder dentro da Câmara.

Lista aberta ou fechada? No Brasil, o sistema atual é de lista aberta: o eleitor escolhe diretamente um candidato, e as vagas conquistadas pelo partido ficam com os mais votados, conforme as regras eleitorais.

Na lista fechada, o eleitor vota no partido, que define previamente a ordem dos candidatos. O modelo fortalece as legendas, mas amplia o poder das direções partidárias na escolha dos eleitos.

E o distritão? Outra alternativa é o distritão, em que os candidatos mais votados individualmente conquistam as vagas, sem ajudar a eleger colegas de partido. O formato pode beneficiar políticos populares, mas dificultar a representação de partidos menores.

A ideia exige uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), aprovada por pelo menos 308 deputados em dois turnos. Já o voto distrital misto é tratado por parte dos articuladores como uma alternativa possível por meio de Projeto de Lei (PL).

Atualmente, já tramita na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara um projeto que implanta o voto distrital misto. A proposta é relatada pelo deputado federal Domingos Neto (PSD-CE), que participou do almoço com Motta e os dirigentes partidários.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *