
Presidente Lula em sabatina, preparado para o debate da Band contra Flávio Bolsonaro. (Foto: Instagram)
Membros da campanha do presidente Lula consideram, nos bastidores, que um dos principais desafios para prepará-lo para o debate da Band, no próximo domingo (18), é instruí-lo a "manter a calma" e "evitar reações explosivas" diante de possíveis provocações do senador e candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
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Este encontro será o primeiro confronto direto entre os dois na campanha eleitoral. No primeiro turno, Lula e Flávio não participaram de nenhum debate juntos.
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Fontes ligadas à campanha e ao PT informaram que, apesar do desejo de participar do debate, Lula ainda demonstra resistência à ideia de enfrentar Flávio Bolsonaro, especialmente considerando sua trajetória política e biografia ao longo dos anos.
Diante disso, os principais conselheiros têm sugerido que o presidente evite cair em provocações e mantenha a sobriedade durante o confronto, seguindo a postura adotada na sabatina do Jornal Nacional, na noite de quinta-feira (15).
A preocupação tem como precedente o debate da Globo no primeiro turno, quando Lula demonstrou irritação diante de perguntas dos jornalistas e protagonizou um momento de tensão com a apresentadora Renata Vasconcellos ao ser questionado sobre as metas para a dívida pública e o ajuste fiscal.
Além do ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), Sidônio Palmeira, e do marqueteiro Raul Rabelo, o presidente tem recebido orientações do governador do Piauí, Rafael Fonteles, que o acompanhou na sabatina de quinta-feira.
Apesar das ressalvas, aliados de Lula demonstram confiança na capacidade do presidente de se sair bem no debate, sobretudo pela experiência acumulada em campanhas eleitorais e entrevistas nesse formato.
A avaliação é que, se conseguir manter o controle diante de eventuais provocações, o petista terá condições de concentrar suas intervenções na defesa do próprio governo e de sua trajetória política.
Do lado de Flávio Bolsonaro, a recomendação também é evitar um confronto marcado por atritos com Lula. A estratégia é permitir que o senador apresente suas propostas e tente conquistar espaço no debate sem transformar o encontro em uma troca de ataques pessoais.







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