
Manifestantes bolsonaristas exibem míssil inflável na Avenida Paulista com frase pedindo ação de Donald Trump contra o Brasil (Foto: Instagram)
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL-SP), descreveu o ato de Flávio Bolsonaro (PL) na Avenida Paulista, ocorrido neste domingo (18/10), como o "caso Zambelli" das eleições de 2026. Durante o evento, manifestantes exibiram um míssil inflável solicitando que Donald Trump bombardeasse o Brasil.
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No objeto inflável levado à Avenida Paulista, os bolsonaristas escreveram "Trump, jogue uma bomba nuclear no Brasil" ("Trump nuke Brazil", em tradução livre). Este episódio gerou grande repercussão.
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Boulos comentou: "Inacreditável. Acabou de acontecer o episódio Zambelli dessa eleição. Vocês lembram lá em 22 que a Zambelli saiu armada na rua de São Paulo ameaçando atirar? Isso fez os eleitores que estavam indecisos perceberem o risco do bolsonarismo continuar no poder. Hoje, na Avenida Paulista, no ato bolsonarista, eles levaram um míssil inflável escrito ‘Trump, bombardeie o Brasil’".
O ministro enfatizou que, independentemente da posição política, "ninguém quer ver o seu país bombardeado". Boulos comparou a situação ao ocorrido antes do segundo turno das eleições de 2022, quando a ex-deputada Carla Zambelli perseguiu o jornalista Luan Araújo com uma arma.
A cena foi registrada em vídeos e amplamente compartilhada nas redes sociais, sendo considerada por aliados de Jair Bolsonaro como um dos fatores que contribuíram para a derrota do ex-presidente contra Lula. Em agosto, Zambelli foi condenada a 5 anos e 3 meses de prisão em regime semiaberto, além de multa e perda do mandato político.
Zambelli está atualmente detida na Itália, onde aguarda o processo de extradição para o Brasil. Ela também foi condenada em outro processo no STF, relacionado à tentativa de invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com sentença de 8 anos de prisão.
A manifestação de Flávio Bolsonaro reuniu 71,9 mil pessoas na Avenida Paulista, no centro de São Paulo, no horário de pico. Esta contagem foi realizada pelo Monitor do Debate Político, grupo de pesquisa da Universidade de São Paulo (USP) e do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) junto à ONG More in Common.
O evento foi organizado em resposta à manifestação pró-Lula que ocorreu no domingo anterior (11/10), também na Paulista. Segundo a campanha do petista, a caminhada com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva contou com a presença de 1 milhão de pessoas. A contagem do monitor da USP foi vetada pelos organizadores.







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