
Senadora Soraya Thronicke em discurso no Senado (Foto: Instagram)
A senadora Soraya Thronicke (PSB) relatou que ficou "desestabilizada" ao saber que a equipe de campanha do então presidente Jair Bolsonaro (PL) planejava divulgar informações e imagens da transição de gênero de seu filho durante a campanha presidencial de 2022.
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Soraya explicou que o episódio ocorreu "no meio da campanha". De acordo com a senadora, sua equipe foi informada sobre a possibilidade de vazamento de documentos relacionados à transição de seu filho para a imprensa.
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"Isso aconteceu no meio da campanha. Eu mandei o recado de volta [para Bolsonaro], dizendo que ele poderia fazer [o vazamento]", afirmou Soraya. No entanto, o então presidente não levou adiante a ameaça. Em 2022, Soraya concorreu à Presidência pelo União Brasil, recebendo mais de 600 mil votos, o que representou 0,51%. "Acredito que havia pessoas na campanha adversária que consideravam que isso não seria adequado. Eles nos alertaram para termos cuidado. Essa era a intenção dele, do então presidente. Ele não cumpriu a ameaça", completou.
"Isso me desestabilizou, me deixou muito mal", declarou a senadora. Ela contou que, ao discutir a situação com seu filho, recebeu apoio dele.
Soraya mencionou o ocorrido pela primeira vez em uma entrevista ao podcast 3 Irmãos no sábado (18/10). Ela afirmou que esse foi o motivo para o rompimento de relações com o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Soraya, que anteriormente tinha proximidade com o bolsonarismo, rompeu com Bolsonaro durante as eleições de 2022. Ela manteve-se neutra no segundo turno daquela eleição, mas passou a apoiar Lula durante seu governo.







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