Terapeuta comenta tratamento do filho de Latino após conflitos familiares

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Após recentes conflitos familiares envolvendo Guilherme Namentti, filho do cantor Latino, o pai e a avó paterna vieram a público.

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Diante da repercussão do caso, o terapeuta Sandro Barros relatou o acompanhamento realizado com o jovem há cerca de um ano. Na época, Guilherme ficou aproximadamente 30 dias no Spa da Sobriedade, participando de um trabalho voltado ao apoio emocional, organização da rotina e reconstrução da autonomia.

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Segundo Sandro, que também acompanhou o ator Sérgio Hondjakoff, Guilherme recebeu assistência de uma equipe multidisciplinar. A rotina incluía sessões terapêuticas, atividades físicas, orientações sobre o sono e participação em grupos de apoio, além de iniciativas para reinserção social e profissional.

“Durante o tempo que esteve comigo no Spa da Sobriedade, meu objetivo foi oferecer todo o apoio emocional e terapêutico possível. Trabalhamos autoestima, autoconfiança, rotina, autorresponsabilidade e perspectivas para uma nova vida”, contou o terapeuta.

O acompanhamento também envolveu a elaboração de um currículo, estímulo a atividades relacionadas à música e comunicação e apoio para compromissos externos. Guilherme fazia exames toxicológicos semanalmente. De acordo com Sandro, Latino apoiou a busca por tratamento do filho e manteve contato durante aquele período.

Após cerca de um mês, Guilherme decidiu encerrar o acompanhamento e seguir para o Sul do país. Segundo o terapeuta, ele auxiliou na organização da viagem e comunicou ao cantor sua preocupação com a falta de continuidade do tratamento.

Sandro ressalta que a saída ocorreu antes da conclusão das etapas planejadas, por decisão do próprio Guilherme, o que limitou a continuidade do trabalho. Na avaliação do profissional, concluir o tratamento proposto e manter o acompanhamento são importantes para a recuperação.

Ele reforça que a decisão de deixar o Spa da Sobriedade partiu do próprio paciente e que a interrupção precoce pode comprometer os resultados esperados.

Estudante de psicologia, Sandro Barros afirma que cabe ao paciente decidir se deseja continuar o processo terapêutico ou abandoná-lo.

“O terapeuta oferece ferramentas, a família pode oferecer apoio e a equipe pode indicar caminhos. Mas o paciente precisa se comprometer com o próprio tratamento”, diz.

O profissional destaca que o suporte terapêutico e familiar precisa estar acompanhado do envolvimento do paciente, inclusive do comprometimento emocional com o próprio cuidado. Segundo ele, sua função é oferecer acolhimento, orientação e ferramentas, mas não substituir a participação que cabe ao paciente.

Sem avaliar as acusações e os episódios recentes envolvendo a família, Sandro esclarece que seu relato se restringe ao período em que acompanhou Guilherme, há cerca de um ano.

“Precisamos construir juntos as condições para que ele acredite em si mesmo e participe ativamente da própria mudança. Recuperação é cuidado, continuidade e compromisso com a vida”, afirma.

O terapeuta também compartilhou reflexões sobre o processo de recuperação e a importância da sobriedade. “A recuperação não te transforma em outra pessoa, te devolve quem você sempre foi.”

Em outra reflexão, ele define: “Sobriedade não é uma simples ausência de álcool ou droga, sobriedade é uma maneira de viver”.

Sandro também destaca que a sobriedade não deve ser encarada apenas como uma renúncia. “A sobriedade não é sobre abrir mão de algo. É sobre ter tudo de volta.”

Por fim, o profissional utiliza uma metáfora para falar sobre os limites do acompanhamento e a autonomia do paciente: “Eu levo o cavalo até o lago e ele bebe água se quiser”.

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