Sinpro confirma adesão das escolas públicas do DF à paralisação desta quarta

Publicado por

–


Professores em paralisação geral do Sinpro-DF na Praça do Buriti (Foto: Instagram)

O Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF) manterá a paralisação geral dos educadores da rede pública nesta quarta-feira (21/10). Conforme informado pelo sindicato, todas as escolas públicas do DF participarão, resultando na suspensão das aulas ao longo do dia. A manifestação está agendada para as 9h, na Praça do Buriti.

++ Sistema de IA mostra como pessoas estão criando conteúdo diário sem gravar vídeos

A Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF) declarou que a participação na paralisação é opcional, ficando a critério de cada profissional decidir sua adesão. A pasta também garantiu que as aulas suspensas serão repostas conforme o calendário escolar, assegurando o cumprimento dos 200 dias letivos e evitando prejuízos à aprendizagem dos alunos.

++ Bomba! Astro de Hollywood, Joe Manganirllo revela ter amputado membro

O movimento foi mantido mesmo após a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), solicitar ao sindicato o adiamento da paralisação. O ato está programado para ocorrer quatro dias antes do segundo turno das eleições, marcado para o domingo (25/10).

Em comunicado divulgado na segunda-feira (19/10), Samuel Fernandes, diretor do Sinpro-DF, reafirmou que não há intenção de adiar a manifestação. O sindicato exige diálogo do governo com os profissionais e soluções para as demandas da educação pública.

"Paralisar é um direito legítimo diante do descaso e da falta de diálogo. Os problemas da Educação não podem esperar o fim do período eleitoral. A responsabilidade de apresentar soluções é do governo!", acrescentou.

O Sinpro-DF destaca que a paralisação visa mudanças na política educacional do DF e mais diálogo entre o governo e os educadores da rede pública. "Queremos o fim das intervenções autoritárias nas escolas, das mudanças unilaterais no calendário escolar, no planejamento pedagógico e no PPP", declarou Samuel Fernandes.

A entidade também aponta problemas nas condições de trabalho, como superlotação de salas, falta de estrutura, dificuldades com o sistema Educa-DF e o adoecimento dos profissionais. Entre as pautas, estão questões relacionadas à Educação Especial e Inclusiva e à Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Durante uma caminhada de campanha no Pôr do Sol, na segunda-feira (19/10), Celina Leão comentou sobre a paralisação. A governadora pediu ao sindicato que reconsiderasse a realização do ato quatro dias antes do segundo turno, afirmando que a mobilização pode gerar um confronto entre a categoria.

"Eu faço um apelo ao sindicato para que não faça [a paralisação]. É um momento de politização, quatro dias antes da eleição. É muito ruim, coloca a categoria em uma situação de confronto", afirmou.

Reconhecendo as reivindicações dos professores, a governadora disse estar disposta a negociar com a categoria, mas sugeriu que a mobilização ocorra em outro momento. "Estou sempre disposta a atender tanto o sindicato quanto os professores. Sempre os respeitei. Agora a gente tem possibilidade de melhorar, fazer um novo momento. Mas uma paralisação quatro dias antes da eleição? Quem perde, principalmente, é a comunidade escolar", declarou.

Além da paralisação geral convocada pelo Sinpro-DF para quarta-feira (21/10), os alunos da rede pública do Distrito Federal também ficarão sem aulas na sexta-feira (23/10), devido à preparação para o segundo turno das eleições, marcado para domingo (25/10).

A suspensão está prevista no Decreto nº 49.392, de 18 de setembro de 2026, do Governo do Distrito Federal. Nas escolas particulares, a medida vale para as unidades utilizadas como locais de votação. As demais devem manter as aulas normalmente.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *