
Polícia Civil do Piauí esclarece estupro em Pimenteiras com exame de DNA (Foto: Instagram)
A Polícia Civil do Piauí (PCPI), através da Delegacia de Inhuma, finalizou a investigação de um caso de estupro ocorrido em maio deste ano, na zona rural de Pimenteiras (PI). O suspeito foi indiciado após exames confirmarem seu perfil genético no material biológico da vítima. Ele está detido preventivamente desde agosto.
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O crime aconteceu na madrugada de 22 de maio, por volta das 0h30, na casa de uma mulher de 58 anos, localizada no povoado Curral de Pedra.
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A vítima contou que estava dormindo quando foi surpreendida por um homem com o rosto coberto por uma camisa. Conforme seu relato, o agressor tomou seu celular, apertou seu pescoço e a ameaçou de morte. Em seguida, ele teria imobilizado a mulher, amarrado seus braços para trás e cometido o estupro.
O investigado negou o crime em seu depoimento. Ele alegou que passou a noite em uma fazenda com amigos e familiares, e que entre 22h e 23h, retornou para casa de motocicleta, onde ficou até a manhã seguinte.
De acordo com a delegada Francineide Fontes, responsável pela investigação na Delegacia de Inhuma, o exame genético foi crucial para identificar o suspeito.
O teste realizado pelo Instituto de DNA Forense, ligado ao Instituto de Criminalística da Polícia Civil do Piauí, mostrou correspondência entre o perfil genético do suspeito e o material biológico coletado da vítima.
“As primeiras horas após o crime são essenciais para a coleta de vestígios que podem ajudar na identificação e responsabilização do autor. Como o estupro ocorreu à noite e a vítima não conseguiu ver o rosto do agressor, a perícia foi fundamental para a rápida identificação do suspeito e conclusão da investigação”, destacou a delegada.
O laudo pericial, finalizado em 24 de agosto, apresentou "suporte estatístico extremamente forte" para a hipótese de que o material analisado continha DNA do investigado.
A investigação também analisou amostras de outros suspeitos. Os resultados descartaram quatro homens como possíveis fontes do perfil genético encontrado no material coletado da vítima, incluindo um homem inicialmente apontado por ela como suspeito.
O exame sexológico realizado na vítima detectou a presença de espermatozoides. Embora o laudo não tenha constatado lesões corporais externas, a Polícia Civil enfatizou que a ausência de marcas não exclui a ocorrência de violência sexual.







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