
Raúl Castro recebe mandado de prisão nos EUA (Foto: Instagram)
Cerca de cinco meses após ser indiciado pela Justiça dos Estados Unidos, Raúl Castro agora enfrenta um mandado de prisão por supostos crimes relacionados a um ataque a aviões norte-americanos na década de 1990.
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Essa ação contra a última grande liderança viva da Revolução Cubana ocorre dias antes de Cuba apresentar uma nova resolução na Organização das Nações Unidas (ONU) para solicitar o fim do embargo dos EUA contra a ilha.
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O mandado de prisão para o ex-presidente cubano, que governou entre 2008 e 2018, foi emitido pela Justiça da Flórida, onde reside a maior parte dos cubanos exilados nos EUA. Segundo o procurador-geral do estado, James Uthmeier, Raúl é acusado de homicídio, destruição de aeronave e conspiração para matar cidadãos americanos, baseando-se em um incidente ocorrido em 1996 entre os EUA e Cuba.
Raúl Castro, presidente de Cuba entre 2008 e 2018, tornou-se alvo de um mandado de prisão emitido pela Justiça dos EUA nesta segunda-feira (19/10). Ele é acusado de envolvimento em um ataque cubano a aeronaves dos EUA em 1996, quando era ministro da Defesa de Cuba. As aeronaves pertenciam a opositores do governo de Fidel Castro, exilados nos EUA, que Havana acusou de violar repetidamente o espaço aéreo cubano. Quatro pessoas morreram, incluindo três norte-americanos. O irmão mais novo de Fidel Castro, agora com 94 anos, enfrenta acusações de conspiração para matar cidadãos dos EUA, destruição de aeronaves e assassinato.
Naquele ano, dois aviões da organização Brothers to the Rescue, formada por opositores do governo cubano que viviam na Flórida, foram abatidos por caças MiG-29 da Força Aérea Cubana. Quatro pessoas perderam a vida, incluindo três cidadãos norte-americanos.
Segundo Havana, o grupo realizava voos ilegais que violavam o espaço aéreo cubano, com o objetivo de espalhar panfletos contra o governo. Os casos foram previamente comunicados às autoridades dos EUA antes do ataque em 24 de fevereiro de 1996.
Na época, Raúl Castro atuava como ministro da Defesa de Cuba, o que resultou nas acusações contra ele. O mandado de prisão contra o ex-presidente e ministro da Defesa cubano surge dias antes da Assembleia Geral da ONU votar uma nova resolução sobre o embargo dos EUA contra Cuba.
A ação será apresentada e discutida na ONU nos próximos dias 27 e 28, juntando-se a outras 33 resoluções semelhantes adotadas desde 1992. Há mais de três décadas, a ONU aprova textos pedindo o fim da pressão comercial dos EUA contra a ilha caribenha. No entanto, essas resoluções não têm força jurídica para obrigar o fim do embargo, já que os textos adotados pela Assembleia Geral da ONU não são vinculativos, ao contrário das resoluções discutidas pelo Conselho de Segurança, que são obrigatórias caso aprovadas.







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