Descarte Incorreto de Eletrônicos Ameaça Meio Ambiente no Brasil

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Pilhas, baterias e aparelhos eletrônicos aguardam coleta para reciclagem. (Foto: Instagram)

O descarte inadequado de eletrônicos continua sendo um obstáculo no Brasil. Aparelhos como celulares quebrados, computadores antigos, carregadores, pilhas, baterias e pequenos eletrodomésticos muitas vezes ficam esquecidos em gavetas ou são jogados no lixo comum, o que pode causar danos ambientais e dificultar a reciclagem de materiais valiosos.

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Além de evitar a contaminação do solo e da água, o descarte adequado permite que metais, plásticos e outros componentes retornem à cadeia produtiva através da logística reversa, diminuindo a necessidade de extração de novos recursos naturais.

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O QUE PODE SER DESCARTADO E ONDE ENCONTRAR PONTOS DE COLETA
Itens como pilhas, baterias e diversos eletroeletrônicos podem ser levados a pontos de coleta específicos. Esses locais recebem os materiais gratuitamente e fazem parte do sistema de logística reversa, assegurando a reciclagem ou destinação correta dos resíduos.

De acordo com Ademir Brescansin, gerente executivo da Green Eletron, a entidade possui milhares de pontos de entrega voluntária em mais de 1,3 mil cidades brasileiras. Esses pontos estão localizados em farmácias, supermercados, shoppings, lojas de varejo e outros parceiros.

“O descarte correto transforma um resíduo em matéria-prima para novos produtos, fortalecendo a economia circular e reduzindo o desperdício de recursos”, afirma Brescansin.

Após a entrega, os equipamentos passam por etapas de coleta, transporte, triagem e reciclagem. Os materiais recuperados, como metais e plásticos, retornam à indústria, enquanto componentes que requerem tratamento especial recebem destinação ambientalmente adequada.

POR QUE O DESCARTE INADEQUADO PREOCUPA
Quando eletrônicos são descartados no lixo comum ou em locais inadequados, podem sofrer danos que liberam substâncias dos componentes, aumentando o risco de contaminação do solo e da água, além de sobrecarregar aterros sanitários.

No Distrito Federal, o problema é ainda mais crítico devido à relevância da região para o abastecimento hídrico nacional. Beatriz Barcelos, engenheira ambiental e professora da Universidade Católica de Brasília (UCB), alerta que a infiltração de metais pesados no solo pode atingir aquíferos e comprometer recursos hídricos que abastecem várias regiões do país.

“O problema do lixo eletrônico vai além do acúmulo de resíduos: ele envolve a proteção da qualidade da água, do solo e da biodiversidade”, explica a engenheira ambiental.

A especialista também destaca que a queima irregular desses resíduos libera gases tóxicos, como dioxinas e furanos, que prejudicam a qualidade do ar e podem se acumular no meio ambiente.

O QUE FAZER COM APARELHOS SEM USO
Guardar eletrônicos antigos por tempo indeterminado ou descartá-los no lixo doméstico não é recomendado. A orientação é separar os equipamentos sem uso e levá-los a pontos de coleta credenciados.

Além de diminuir os riscos ambientais, o descarte de eletrônicos ajuda a aumentar a reciclagem, fortalecer a logística reversa e incentivar a economia circular, permitindo que materiais que antes seriam descartados retornem ao processo produtivo de forma segura.

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