
Cleitinho Azevedo e Gabriel Azevedo exibem camiseta após encontro para transição em Minas Gerais (Foto: Instagram)
Belo Horizonte — O governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), está em processo de formação de sua equipe de governo, enfrentando recusas e ainda avaliando nomes. Gabriel Azevedo (MDB) é considerado o principal candidato para assumir a Secretaria de Educação, enquanto Cleitinho procura um substituto para a Secretaria da Fazenda após a recusa do economista Marcos Lisboa.
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Gabriel, que foi adversário de Cleitinho na corrida pelo Palácio Tiradentes, aceitou integrar o futuro secretariado e já participa da equipe de transição. Apesar de não confirmar qual pasta irá assumir, Gabriel afirmou que a decisão será anunciada pelo governador eleito. Cleitinho, por sua vez, ainda não definiu publicamente o papel de Gabriel em seu governo.
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O acordo para que Gabriel faça parte do primeiro escalão, sem uma secretaria definida, foi confirmado após uma reunião em 9 de outubro. Uma fonte próxima à transição revelou que Gabriel é o favorito de Cleitinho para a Educação. “Aceitei o convite do governador eleito para compor a comissão de transição e, posteriormente, participar do seu secretariado. Auxiliar o governador mineiro a cuidar do povo de Minas Gerais é uma honra para mim. O governador eleito irá anunciar a secretaria”, declarou Gabriel.
Outro nome considerado para a Educação é Girlaine Figueiró Oliveira, presidente do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais e integrante da transição. Com mais de 30 anos de serviço na Secretaria de Estado de Educação, Girlaine se encaixa no perfil que Cleitinho prometeu durante a campanha, de entregar a pasta a uma mulher com experiência na rede pública. No entanto, fontes indicam que ela não pretende deixar a presidência do conselho.
Na área econômica, Cleitinho convidou Marcos Lisboa para a Secretaria de Fazenda. Ex-presidente do Insper e ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda no governo Lula, Lisboa participou da formulação do programa de Gabriel na campanha estadual. Ele agradeceu o convite, se dispôs a colaborar, mas recusou integrar o governo.
Cleitinho também tentou incluir no primeiro escalão o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe. Derrotado na eleição estadual pelo PL, Roscoe afirmou ter recebido várias opções, mas preferiu continuar na entidade. Ele mencionou ainda a possibilidade de assumir um cargo em Brasília caso Flávio Bolsonaro seja eleito presidente e prometeu contribuir com o governo mineiro através de propostas e indicações.
Outros membros da transição, como Gilberto Silva Ramos, auditor fiscal aposentado, são vistos como possíveis integrantes da futura administração. No entanto, a participação no grupo não garante uma vaga no secretariado.
Até o momento, Gabriel é o único confirmado para integrar o primeiro escalão. As pastas ainda não foram oficialmente anunciadas, e as recusas de Lisboa e Roscoe indicam que Cleitinho ainda busca nomes para áreas estratégicas antes de assumir o governo em janeiro.







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