
Giovanna Gold e Mayk Leão em A Fazenda 18: associação LGBTQIAPN+ move ação no MPSP após comentário considerado homofóbico (Foto: Instagram)
A Associação do Orgulho LGBTQIAPN+ de São Paulo anunciou que pretende registrar uma queixa no Ministério Público de São Paulo (MPSP) contra a atriz Giovanna Gold, que participa do reality show A Fazenda 18, da Record. Durante uma discussão com outro participante, ela teria feito comentários considerados homofóbicos.
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Conforme declarações de Agripino Magalhães Júnior, presidente da associação, também serão requisitadas investigações policiais no local de gravação do programa, em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo.
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O desentendimento começou na tarde desta terça-feira (20/10), quando o influenciador Mayk Leão chamou a atriz Giovanna Gold de "vovozinha". A atriz acusou o influenciador de etarismo e, durante a troca de ofensas, mencionou ter algo que ele nunca teria, referindo-se ao seu órgão genital.
"Agora ser gay é porque eu quero ter periquita? Olha que coisa linda! Eu nunca quis ter, amiga", respondeu o influenciador. A declaração gerou críticas até mesmo entre os aliados de Giovanna. "Tem que tomar cuidado, Giovanna. Isso não é legal, não", alertou o rapper Thaíde.
A atitude de Giovanna levou a apresentadora do programa, Adriane Galisteu, a repreendê-la publicamente ao vivo. "Você fez referências ao corpo e à orientação sexual dele que ultrapassaram os limites. A orientação não pode ser usada como objeto de constrangimento. Estamos em rede nacional e o que vocês fazem repercute diretamente na vida de pessoas que enfrentam preconceito."
A apresentadora destacou que a advertência também era válida para os outros participantes. "Ninguém tem o direito de humilhar outra pessoa em razão da sua orientação sexual. O mesmo vale para raça, cor, origem, idade, religião e identidade de gênero ou qualquer outra condição pessoal." Ela acrescentou que atitudes discriminatórias podem, dependendo da gravidade, resultar em expulsão.
Em comunicado, o presidente da entidade afirmou que, desde 2019, a homotransfobia é considerada crime equiparado ao racismo no Brasil. "E desde 2023, esse crime passou a ser inafiançável e imprescritível. Enquanto o Legislativo não aprovar Lei específica, prevalece a decisão do Poder Judiciário sobre o assunto", declarou.







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