
Zelensky propõe congelar linha de frente como primeiro passo para cessar-fogo (Foto: Instagram)
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, sugeriu nesta quarta-feira (21/10) que a linha de frente atual da guerra com a Rússia seja congelada como um primeiro passo em direção a um cessar-fogo. A declaração ocorreu durante uma entrevista à Fox News dos Estados Unidos, enquanto Steve Witkoff, enviado especial do presidente americano Donald Trump, estava em São Petersburgo para se encontrar com o líder russo Vladimir Putin.
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Zelensky destacou que interromper os combates nas posições militares atuais poderia facilitar o fim do conflito, que começou com a invasão russa em fevereiro de 2022. Quando questionado sobre um possível acordo que preservasse a linha de frente nas posições atuais, ele defendeu a interrupção dos confrontos.
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O líder ucraniano enfatizou que qualquer negociação para acabar com a guerra deve incluir a participação de Kiev. Ele afirmou que a Ucrânia está aberta a discutir vários formatos e temas, desde que não seja excluída das decisões sobre seu próprio território.
Além do cessar-fogo, Zelensky sublinhou que um possível acordo de paz deve incluir garantias de segurança oferecidas pelos Estados Unidos e por aliados europeus. Para ele, essas medidas são essenciais para evitar que a Rússia volte a ocupar territórios ucranianos ou reinicie ataques após uma trégua.
A proposta de congelamento da linha de frente não representa, por si só, um acordo definitivo sobre os territórios ocupados pela Rússia. As condições para uma possível trégua e as garantias exigidas por Kiev continuam sendo pontos centrais em uma potencial negociação.
As declarações de Zelensky ocorreram enquanto Witkoff se reunia com Putin em São Petersburgo para discutir maneiras de encerrar a guerra. O enviado americano havia se encontrado com o presidente ucraniano na Noruega na terça-feira (20/10).
Durante as conversas com Putin, Witkoff defendeu a retomada das negociações trilaterais entre Rússia, Estados Unidos e Ucrânia. De acordo com a imprensa internacional, Moscou aceitou a proposta de reabrir o diálogo entre os três países. As negociações haviam sido interrompidas após não trazerem avanços significativos no início do ano. Apesar da sinalização positiva para a retomada, ainda não havia confirmação de um encontro entre Trump, Putin e Zelensky, nem de um entendimento sobre os termos de um cessar-fogo.







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