
Manifestante enrolado na bandeira do Brasil durante ato pró-Flávio Bolsonaro em frente ao Insper, na Vila Olímpia, em São Paulo. (Foto: Instagram)
São Paulo — Na noite de quarta-feira (21/10), um ato estudantil em apoio a Flávio Bolsonaro fechou um quarteirão na Rua Quatá, Vila Olímpia, zona sul de São Paulo. O evento, realizado em frente ao Insper, uma renomada instituição de ensino superior voltada para negócios, reuniu centenas de pessoas de várias idades. O objetivo era apoiar a candidatura do presidenciável e se contrapor aos protestos estudantis de esquerda que ocorreram recentemente.
++ Sistema de IA mostra como pessoas estão criando conteúdo diário sem gravar vídeos
Embora não houvesse números oficiais, estimou-se que cerca de 1.000 pessoas participaram do evento. Entre os presentes estavam influenciadores conhecidos na internet, como Victor Ruiz, com quem muitos tiraram fotos. Um dos participantes o descreveu como “aquele que bate em professor na USP”, referindo-se aos vídeos que ele grava na universidade. Paulo Kogos, que tentou sem sucesso se eleger deputado estadual pelo PL, também participou e fez um discurso inflamado, afirmando que estudantes de direita seriam “mais bonitos” que os de esquerda.
++ Bomba! Astro de Hollywood, Joe Manganirllo revela ter amputado membro
O deputado estadual Lucas Bove (PL-SP), um dos organizadores, também esteve presente. Por meio de uma videochamada no celular dele, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), incentivou os presentes a votarem em Flávio no segundo turno e a se engajarem politicamente.
Lucas Pavanato, deputado federal recém-eleito, e Pablo Marçal, apesar de serem esperados, não compareceram ao evento.
Apesar do receio inicial dos organizadores de que os discursos pudessem desviar para outras pautas, o foco principal foi a eleição de Flávio, com ocasionais palavras de ordem contra o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em entrevistas, manifestantes de diferentes idades e gêneros expressaram preocupações semelhantes, destacando a falta de espaço para visões políticas de direita em ambientes acadêmicos, e a vontade de mostrar que “nem todo estudante é de esquerda”, como afirmou um participante.
As camisas da Seleção Brasileira foram predominantes, muitas com o número 22 ou com os nomes “Flávio”, “Jair” ou “Bolsonaro”, e quase todas com adesivos de Flávio. Bandeiras de Israel e Estados Unidos, comuns em outras manifestações de direita, foram raramente vistas.
Após cerca de três horas, os estudantes começaram a se dispersar após discursos de representantes de instituições como Mackenzie e ESPM, além do Insper. A Polícia Militar, que esteve presente com cerca de cinco viaturas, liberou o trânsito sem registros de ocorrências.







Leave a Reply