
Flávio Bolsonaro disse que recorrerá à Justiça para pedir a anulação do segundo turno, embora sua campanha também tenha solicitado a extensão da votação em algumas cidades. (Foto: Instagram)
Embora tenha criticado a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin de prorrogar a votação do segundo turno, a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) também havia feito esse pedido à Justiça. Na noite deste domingo (25/10), o candidato afirmou que solicitará a anulação do pleito em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu.
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A Federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV) solicitou que a votação fosse estendida até as 19h em todo o país. Pela lei, o horário vai até as 17 horas. No entanto, eleitores relataram dificuldades para votar em cerca de 10 estados, e o ministro do STF Cristiano Zanin ampliou o período de votação.
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Flávio acusou o magistrado de beneficiar o petista. Apesar disso, a campanha do senador havia pedido ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que estendesse a votação em municípios de São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
A defesa do senador argumentou que chuvas, alagamentos e interdições dificultaram o deslocamento de eleitores até as urnas. O pedido foi encaminhado ao presidente da Corte Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques.
“Eu nunca vou saber se um estado onde as urnas não foram reabertas, quantos votos eu poderia ter. É inexplicável o que aconteceu. Inclusive, nas palavras de algum ministro aí que a própria imprensa cobriu, as eleições deveriam ter sido anuladas”, disse Flávio à imprensa.
RECLAMAÇÃO
Em pronunciamento após ser derrotado por Lula, Flávio Bolsonaro declarou que sua equipe recorrerá à Justiça para pedir a anulação do pleito. “E o que eu tenho que falar aqui agora é que é impossível, é impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto como essas coisas aconteceram”, acrescentou.
Lula foi reeleito para o cargo pela quarta vez, em uma vitória histórica. Ele venceu o senador, que liderou a disputa no primeiro turno, mas acabou superado.
O petista recebeu 51,79% dos votos válidos, enquanto Flávio teve 48,21%.
Lula comandará o Executivo federal pela quarta vez, outro feito inédito na história do Brasil. Ele esteve à frente do governo de 2003 a 2006, em seu primeiro mandato, e de 2007 a 2010, no segundo. Em 2022, voltou à Presidência para um terceiro mandato, iniciado em 2023 e previsto para terminar no início de 2027. Agora, ficará no cargo até os primeiros dias de 2031.
Tags: Eleições 2026, Flávio Bolsonaro, TSE







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