Fóssil de megalodon revela predador de 24,3 metros, tamanho de dois ônibus

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Ilustração realista de um megalodon pré-histórico nadando sob raios de sol. (Foto: Instagram)

O ressurgimento de um conjunto de vértebras do tubarão pré-histórico megalodon (Otodus megalodon), que estava desaparecido desde os anos 1980, confirmou que o predador atingia até 24,3 metros de comprimento, equivalente ao tamanho de dois ônibus. Os fósseis, datados de 10,8 milhões de anos, foram encontrados "por acaso".

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Os fósseis foram originalmente descobertos em 1978 na Formação de Gram, uma extensa pedreira na Dinamarca. Entre as 20 vértebras encontradas, a maior media 23 centímetros, sendo a maior já registrada até hoje.

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Na época, esses fragmentos serviram como base para estimar o tamanho máximo do megalodon. No entanto, em 1989, os ossos foram perdidos durante uma transferência entre depósitos e foram considerados desaparecidos, restando apenas registros fotográficos.

Os fósseis só foram redescobertos no final dos anos 2010, quando um funcionário do Museu de História Natural da Dinamarca encontrou uma caixa com restos de ossos misturados e suspeitou que fossem as vértebras do animal pré-histórico. Após análise, confirmou-se que eram partes do megalodon.

Atualmente, a análise das vértebras foi liderada por pesquisadores da Universidade DePaul, nos Estados Unidos. O estudo confirmou o tamanho do predador e revelou novas informações sobre ele, sendo publicado na revista Palaeontologia Electronica em maio.

“O espécime representa não apenas a maior vértebra de tubarão conhecida, mas também a maior vértebra de peixe já registrada”, destacou Kenshu Shimada, autor principal do estudo, em comunicado.

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Embora não haja um esqueleto completo do megalodon, os pesquisadores estimaram seu comprimento em 24,3 metros com base no diâmetro das vértebras. Além disso, a microtomografia computadorizada permitiu identificar as faixas de crescimento do animal, confirmando que ele morreu aos 64 anos, mas poderia viver até 96.

Os pesquisadores destacam que o reaparecimento dos fósseis do megalodon sublinha a importância das coleções de museus, que podem conter fragmentos ósseos cruciais para desvendar detalhes da fauna antiga.

“Estou certo de que há muitas outras espécies, conhecidas e desconhecidas, esperando que os cientistas descubram algo novo e empolgante”, afirmou Shimada ao portal Science Alert.

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