
Cão idoso protegido do frio com manta quentinha (Foto: Instagram)
A chegada do inverno exige que os tutores de cães e gatos idosos redobrem os cuidados para evitar o sofrimento dos pets. As baixas temperaturas agravam desconfortos já existentes nos animais, tornando mais evidentes os sintomas de problemas de saúde em bichos que já enfrentam dificuldades articulares, cardíacas ou renais graves.
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O envelhecimento natural traz mudanças que diminuem a capacidade dos animais de manterem a temperatura corporal. O veterinário e professor João Paulo Lacerda explica que a perda de massa muscular e gordura, responsáveis pelo isolamento térmico, faz com que os pets idosos sintam mais os efeitos do frio, além de uma redução natural no metabolismo.
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Por isso, é importante que os tutores fiquem atentos a sinais como tremores, busca por locais quentes, menor disposição para brincar e rigidez ao caminhar. Reconhecer esses sinais de dor ajuda a buscar assistência veterinária e realizar ajustes no ambiente doméstico antes que a situação piore.
João Paulo Lacerda destaca que, embora o frio não cause doenças diretamente, ele intensifica os sintomas de condições já existentes. Pets com artrose, por exemplo, podem sentir dores mais intensas e rigidez no inverno. O veterinário recomenda um acompanhamento rigoroso da saúde dos animais nessa época do ano.
Para combater os efeitos do frio e garantir o bem-estar dos pets em casa, a recomendação é mantê-los em ambientes protegidos do vento e da umidade. Colocar a caminha longe do piso frio e adicionar cobertores e mantas extras pode ajudar a aquecer durante a noite.
O uso de roupinhas é indicado para cães de pequeno porte, com pelos curtos ou menos gordura corporal. As peças devem ser confortáveis para não limitar os movimentos. O professor João Paulo Lacerda sugere que camas aquecidas podem ser úteis para animais com dores articulares, desde que usadas corretamente.
Manter a atividade física é essencial para preservar a musculatura e a saúde das articulações no inverno. Os passeios devem ser realizados em horários mais quentes para evitar choque térmico, respeitando os limites do pet.
A alimentação e a ingestão de água dos animais também precisam ser monitoradas. Com a diminuição das atividades no inverno, o risco de ganho de peso aumenta, exigindo que as porções de comida sejam ajustadas às necessidades reais. É importante estimular a hidratação, pois cães e gatos bebem menos água no frio.
Entre os erros comuns, está o mito de que todos os animais estão protegidos apenas pela pelagem. Deixar o pet dormir no chão frio ou suspender passeios e medicamentos sem orientação são falhas que colocam a vida do pet idoso em risco. Com ajustes simples na rotina, acompanhamento profissional e atenção aos sinais de desconforto, é possível garantir qualidade de vida aos animais idosos durante o inverno.
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