
Bruno Westin é apontado como favorito para comandar a Secretaria de Fazenda de Minas Gerais a partir de 2027. (Foto: Instagram)
Belo Horizonte – A formação da equipe econômica é uma das prioridades do governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos). Bruno Westin, economista que integra o grupo encarregado de analisar as contas estaduais, é atualmente o favorito para assumir a Secretaria de Estado de Fazenda a partir de 2027, segundo informações divulgadas.
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Servidor de carreira do Tesouro Nacional, Westin teria recebido um convite na última semana. Uma fonte próxima à transição ressaltou sua experiência no serviço público e sua atuação na área econômica do governo federal. Procurado, o economista não confirmou nem negou ter recebido a proposta.
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“Fui convidado a contribuir na transição de governo, com avaliações econômico-fiscais do Estado”, declarou. Ao ser questionado diretamente sobre a possibilidade de comandar a Fazenda, disse que a escolha do secretariado cabe a Cleitinho e ao vice-governador eleito, Luiz Eduardo Falcão (Republicanos), coordenador-geral da transição.
A possível nomeação sugere que Cleitinho busca um perfil técnico, com conhecimento da estrutura estadual, para a área mais delicada do futuro governo. Westin foi secretário-adjunto de Fazenda de Minas em 2015 e fez parte dos conselhos de administração do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) e da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig).
No governo de Jair Bolsonaro (PL), o economista ocupou funções no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do Ministério da Economia. Em maio de 2022, chegou à Secretaria Especial do programa, responsável por articular concessões, privatizações e projetos de infraestrutura com participação da iniciativa privada.
Westin é formado em Economia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e tem mestrado em Teoria Econômica pela Universidade de São Paulo (USP).
TERÁ DE LIDAR COM O ROMBO
A escolha do futuro secretário ganha relevância diante do quadro fiscal que Cleitinho deverá encontrar. A proposta orçamentária preparada pela atual gestão prevê um déficit de aproximadamente R$ 10,5 bilhões para 2027. Minas também tem uma dívida próxima de R$ 200 bilhões com a União, que deverá ser paga por meio do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag).
A administração atual, comandada por Mateus Simões (PSD), afirma que projeções de déficit podem ser revertidas durante o exercício. A equipe de Cleitinho, porém, pede informações detalhadas sobre disponibilidade financeira, despesas já contratadas, renúncias tributárias e obrigações que serão deixadas para o próximo governo.
CUMPRIR AS PROMESSAS
A equipe econômica também precisará calcular o impacto das promessas feitas por Cleitinho na campanha. Entre elas estão reduzir o peso do IPVA, rever benefícios fiscais e ampliar investimentos em saúde, segurança e recuperação das estradas. O governador eleito defende que parte da perda de receita seja compensada com a revisão das renúncias tributárias concedidas pelo Estado.
A transição formal teve início em 6 de outubro e agora chegou à fase de reuniões temáticas. Após encontros sobre Saúde e Infraestrutura, representantes das duas gestões debatem Educação, Desenvolvimento Econômico e Segurança Pública.
A atual administração marcou para 17 de novembro a apresentação da Secretaria de Fazenda e, no dia seguinte, uma reunião voltada ao Propag. Esses encontros deverão mostrar com mais precisão a situação financeira que será repassada a Cleitinho.
Até lá, a equipe eleita busca concluir o diagnóstico das contas e definir quem ocupará os cargos estratégicos. A indicação para a Fazenda ainda depende de Cleitinho e Falcão, mas a participação de Westin na transição o deixou em posição de destaque para assumir a gestão do caixa estadual.
Tags: Cleitinho Azevedo, Eleições 2026, Governo de Minas Gerais







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