Telescópio da Nasa deve cair na Terra após fracasso em missão de resgate

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Após mais de 20 anos, telescópio Swift encerra missão e deve voltar à Terra (Foto: Instagram)

Após mais de 20 anos de missão, o telescópio espacial Swift encerrou suas atividades e deve reentrar na atmosfera terrestre nas próximas semanas. A Nasa anunciou a informação em comunicado na última sexta-feira (23/10).

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Antes, uma parceria entre a agência espacial e um satélite privado tentou resgatar o instrumento para elevar sua órbita e permitir que continuasse funcionando. A tentativa, porém, fracassou.

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O telescópio está com o funcionamento comprometido porque sua órbita atual o deixa sujeito ao arrasto atmosférico, que o puxa de volta à Terra. Como não tem propulsores, o Swift não consegue reagir a essa força.

Em 3 de julho, a espaçonave LINK, da empresa norte-americana Arizona Katalyst Space Technologies, foi lançada para se encontrar com o Swift no espaço. A missão pretendia acoplar o instrumento óptico usando três braços robóticos e levá-lo a uma órbita mais alta.

No entanto, problemas no sistema de propulsão do veículo de resgate e nos mecanismos de manutenção da orientação impediram que a tarefa fosse realizada.

A LINK conseguiu apenas se aproximar do telescópio e registrá-lo no espaço. Assim, o Swift, lançado pela Nasa em 2004, encerrou suas atividades e deve cair na Terra nas próximas semanas. A maior parte do material deve se desintegrar durante a descida, e é baixo o risco de os destroços atingirem áreas habitadas.

O legado do telescópio Swift

Durante o período em que observou o espaço, o telescópio reuniu diversos dados científicos. A Nasa calcula que informações obtidas pelo instrumento tenham sido utilizadas em cerca de sete mil artigos científicos.

O equipamento tinha como objetivo estudar explosões de raios gama (GRBs), consideradas as mais poderosas do cosmos. Mas o Swift também observou explosões de supernovas, asteroides, cometas e buracos negros, além de orientar um levantamento de todo o céu em raios X.

“O Swift deixa um extraordinário arquivo de observações em várias faixas de comprimentos de onda, que vai impulsionar novas descobertas por décadas. Ele teve papel fundamental para avançarmos na compreensão de um universo em transformação”, afirma, em comunicado, Shawn Domagal-Goldman, diretor da Divisão de Astrofísica da sede da NASA em Washington.

Tags: ciência, espaço, Nasa

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