
Chuca em excesso pode irritar o ânus e o reto, alerta especialista (Foto: Instagram)
Muitas pessoas acreditam, equivocadamente, que é preciso eliminar completamente os resíduos com a chuca para praticar sexo anal. O hábito, porém, pode prejudicar bastante o ânus e o reto quando é realizado em excesso.
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OS RISCOS
Em entrevista, o médico coloproctologista Danilo Munhóz explica que, com o passar do tempo, a lavagem pode retirar parte da proteção natural e irritar a região, que é muito sensível.
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“Com a repetição, podem aparecer ressecamento, ardência, pequenas feridas, dor e sangramento. O risco é maior quando a pessoa faz várias lavagens seguidas, usa muita água ou tenta limpar áreas cada vez mais profundas. Por isso, a chuca não deve ser considerada uma etapa obrigatória da higiene intestinal”, alerta.
Além disso, de acordo com o especialista, a irritação constante pode causar feridas e favorecer o desenvolvimento de infecções. “Isso não quer dizer que a chuca, por si só, provoque uma infecção. O que sabemos é que uma área com pequenas feridas pode ficar mais vulnerável se entrar em contato com algum agente infeccioso durante o sexo”, comenta.
ERROS COMUNS
Danilo também lista outros erros frequentemente associados à prática:
- Usar sabonete, álcool, produtos perfumados, antissépticos e detergentes.
- Introduzir soluções laxantes no reto.
- Usar água muito quente ou grandes quantidades de líquido.
- Posicionar o chuveirinho diretamente, com pressão elevada, ou inserir a ponta de maneira brusca.
AFINAL, COMO HIGIENIZAR?
Para uma limpeza segura, o especialista ressalta que o método mais indicado continua sendo lavar somente a parte externa do ânus com água.
“Não é preciso lavar o interior do reto para manter uma boa higiene. Caso a pessoa decida fazer uma lavagem interna antes, o ideal é que seja ocasional, com pouco líquido, baixa pressão, água limpa e sem produtos químicos”, alerta.
Por fim, Munhóz reforça que dor intensa e persistente, sangramento frequente, ardência, feridas, inchaço, secreção e outras alterações precisam ser avaliadas por um profissional. “Esses sinais não devem ser considerados consequência da higiene ou do sexo. Podem indicar desde uma irritação até outras doenças da região anal”, conclui.
Tags: medicina, Saúde, sexo







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