
Donald Trump e María Corina Machado: impasse sobre o retorno da líder oposicionista à Venezuela (Foto: Instagram)
A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, enfrenta dificuldades para conseguir apoio dos Estados Unidos em seu retorno à Venezuela. Acusada de tentar politizar a crise interna após os terremotos que atingiram o país, ela foi impedida de embarcar em um voo do Panamá para Caracas na última semana.
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Um alto funcionário do governo dos EUA disse ao jornal Axios que a tentativa de retorno de Corina gerou "drama desnecessário" ao Departamento de Estado, acusando-a de "oportunismo político grotesco".
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A imprensa americana chegou a sugerir que o impedimento foi um pedido do presidente Donald Trump. Contudo, interlocutores do governo dos EUA negaram essa afirmação ao Metrópoles, explicando que não podem facilitar o retorno de Corina devido ao foco no apoio ao país após os terremotos.
O Departamento de Estado dos EUA, que conduz a política externa americana, não comentou sobre o envolvimento no impedimento de Corina, mas destacou que é "contraproducente adicionar questões políticas" aos esforços de apoio à Venezuela.
“O governo Trump está totalmente focado em continuar nossos esforços em resposta aos terremotos devastadores na Venezuela. Nossa resposta tem sido rápida e eficaz. Adicionar questões políticas sensíveis a essa discussão, neste momento, é contraproducente para os nossos esforços de resposta após essa tragédia”, afirmou o Departamento de Estado.
María Corina Machado recebeu apoio de Donald Trump após se consolidar como líder da oposição venezuelana durante o governo de Nicolás Maduro. O apoio foi reforçado quando Machado foi impedida pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) de concorrer contra Maduro, que estava no poder há mais de uma década.
Corina Machado alinhou-se ao discurso de Trump e chegou a dedicar o Prêmio Nobel da Paz que recebeu ao líder americano. Após os EUA retirarem Maduro do poder, ela esperava ser empossada como presidente, mas isso não aconteceu.
“Ela é uma mulher muito simpática, mas não tem o apoio nem o respeito do país”, declarou Trump sobre María Corina, antes de nomear Delcy Rodríguez como presidente interina da Venezuela.
Essa decisão marcou o início do afastamento da Casa Branca de María Corina. Mesmo evitando críticas diretas aos EUA ou a Trump, ela também não conta com o apoio estrito de Washington.







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