Advogado Cláudio Dias Lourenço é preso por novo estupro após fugir do DF

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Advogado Cláudio Dias Lourenço é preso em Foz do Iguaçu por crimes sexuais (Foto: Instagram)

O advogado Cláudio Dias Lourenço foi detido nesta terça-feira (7/7) em Foz do Iguaçu (PR) após cometer mais um crime de violência sexual e ter contra ele um mandado de prisão preventiva. Ex-policial militar do Distrito Federal, Lourenço é acusado de pelo menos nove estupros ao longo de vinte anos, possuindo duas condenações na Justiça e um histórico criminal com 14 inquéritos policiais e nove termos circunstanciados.

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A prisão do advogado foi resultado de uma operação conjunta das polícias civis do Distrito Federal e do Paraná, após ele fugir da capital federal para a região de fronteira com o Paraguai. As investigações mais recentes que levaram ao mandado de prisão foram realizadas pela Seção de Atendimento à Mulher (SAM) da 21ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Sul).

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Segundo os investigadores, Lourenço adotava um método padrão: abordava mulheres jovens em locais públicos, ganhava sua confiança e as convencia a acompanhá-lo para um passeio. Em um dos casos no DF, ele levou duas vítimas a um motel, alegando que o local tinha piscina. No estabelecimento, ele dopou as jovens com bebidas alcoólicas e abusou de uma delas, além de tentar atos libidinosos contra a outra.

PEDIDO DE PRISÃO
Ao perceber que estava sendo procurado pela polícia e com um pedido de prisão expedido pela Justiça do DF, Cláudio fugiu para o Paraná. Contudo, na última terça-feira, ele repetiu o mesmo comportamento criminoso em Foz do Iguaçu, atraindo uma nova vítima para um motel. Ele foi preso em flagrante e, posteriormente, teve a prisão preventiva decretada pela Justiça paranaense, que executou imediatamente o mandado de Brasília.

O histórico criminal de Cláudio Dias Lourenço começou a ser revelado após um incidente recente na 26ª Delegacia de Polícia (Samambaia Norte), onde ele alegou ter sido agredido pela polícia enquanto atendia um cliente. A repercussão do caso levou a uma revisão detalhada de seus antecedentes, que remontam ao início dos anos 2000, período em que ainda fazia parte da PMDF — corporação da qual foi expulso posteriormente.

A primeira denúncia formal de estupro foi registrada em 2001, na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam I), quando uma mulher foi rendida por ele com uma arma em um ponto de ônibus e levada para uma área isolada próxima ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

ESCALADA DE VIOLÊNCIA
Em 2002, a violência do então policial militar continuou a escalar. Relatos de garotas de programa que trabalhavam no Conic indicavam que o agressor agia com extrema crueldade, amarrando as vítimas, ameaçando-as com armas e cometendo atos de humilhação física e psicológica. Naquele mesmo ano, outras mulheres relataram abusos em matagais na Asa Norte e na orla do Lago Paranoá, onde também tiveram pertences roubados. Novas denúncias de crimes semelhantes em áreas isoladas do Setor de Mansões Park Way e da L4 Norte foram registradas em 2005.

Apesar de ter conseguido o registro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) mais tarde, a trajetória de Lourenço continuou marcada por passagens pela polícia. Além dos crimes sexuais, ele enfrentou inquéritos por furto (2009), falsidade ideológica (2017) e estelionato (2020).

Uma de suas condenações por estupro resultou de um ataque em 2020, no Guará. Na ocasião, a investigação da 4ª DP utilizou imagens de câmeras de segurança e rastreamento de compras em farmácias para identificá-lo de forma definitiva. Mais recentemente, em 2025, o advogado foi alvo de uma ocorrência baseada na Lei Maria da Penha, na 32ª DP (Samambaia Sul), por perseguição, violência psicológica e cárcere privado contra uma mulher.

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