Medo de fazer sexo na menopausa pode desencadear ansiedade

Publicado por

–


Menopausa pode afetar a vida sexual e intensificar a ansiedade relacionada à intimidade. (Foto: Instagram)

Os efeitos da menopausa podem afetar o sono, o humor, a autoestima e até a relação da mulher com o próprio corpo — aspectos que influenciam diretamente a vida sexual. Nesse contexto, é comum surgir uma ansiedade constante, motivada pelo medo da dor ou pela pressão para ter bom desempenho no sexo.

++ Sistema de IA mostra como pessoas estão criando conteúdo diário sem gravar vídeos

A psiquiatra Elaine Bida afirma que, com a redução do estrogênio, o ressecamento vaginal pode ocorrer naturalmente e provocar desconforto durante a relação sexual.

++ Bomba! Astro de Hollywood, Joe Manganirllo revela ter amputado membro

“Quando a mulher começa a relacionar sexo com dor, pode sentir medo antes mesmo de qualquer contato íntimo. Esse receio causa tensão, atrapalha a excitação e pode levá-la a evitar relações sexuais. A menopausa também é uma fase de maior vulnerabilidade a sintomas de ansiedade e depressão”, destaca.

COMO IDENTIFICAR SE A QUESTÃO VAI ALÉM DAS ALTERAÇÕES HORMONAIS?

Embora a diminuição da libido seja natural, é importante perceber quando ela não decorre apenas de mudanças hormonais. Alguns sinais são:

  • Medo de sentir dor;
  • Ansiedade antes do contato íntimo;
  • Vergonha ou insegurança em relação ao próprio corpo;
  • Evitação frequente;
  • Culpa por não atender às expectativas do parceiro;
  • Tristeza, irritabilidade ou preocupação excessiva.

“Quando esses sentimentos afetam a intimidade e a qualidade de vida, é importante avaliar se há ansiedade ou outros fatores emocionais. O ponto não é quantas vezes a mulher sente desejo, mas se essa mudança provoca sofrimento”, explica.

E O TRATAMENTO?

Sobre o tratamento, Elaine diz que a abordagem é multidisciplinar. Para os aspectos físicos, hidratantes vaginais e fisioterapia pélvica podem ajudar com o ressecamento e a dor. No campo mental, ela recomenda psicoterapia, diálogo aberto com o parceiro e técnicas de relaxamento.

Por fim, a médica ressalta que a avaliação psiquiátrica é necessária quando a ansiedade se torna intensa e limitante.

“É importante quando a mulher percebe que perdeu o interesse por atividades que antes lhe davam prazer, enfrenta dificuldades importantes no relacionamento ou vive um sofrimento emocional que prejudica sua qualidade de vida”, conclui.

Tags: ansiedade, Saúde feminina, sexo

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *