
Altitude, velocidade e história: o Autódromo Hermanos Rodríguez recebe neste fim de semana o GP do México de Fórmula 1. (Foto: Instagram)
Palco de títulos mundiais, marcas de velocidade e histórias que atravessam gerações, o Autódromo Hermanos Rodríguez recebe neste fim de semana o GP do México de Fórmula 1. Inaugurado em 1959, o circuito tem 4,304 km de extensão e reúne particularidades que vão da altitude ao traçado ao redor de um estádio de beisebol.
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A programação tem início nesta sexta-feira (30/10), com o primeiro treino livre às 15h30 e a segunda sessão do dia às 19h.
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A primeira curiosidade está no ar. Situado a cerca de 2.240 metros acima do nível do mar, o autódromo é o ponto mais elevado do calendário da Fórmula 1. Essa altitude altera o comportamento dos carros e obriga as equipes a fazer adaptações.
Com o ar mais rarefeito, os carros enfrentam menos resistência nas retas, mas também têm menos pressão aerodinâmica nas curvas. A refrigeração dos motores e dos freios se torna mais difícil, complicando o acerto. Em 2026, há um desafio adicional: a nova geração de motores híbridos encara essa altitude extrema pela primeira vez.
Um dos trechos mais interessantes do circuito aparece logo na largada. Há cerca de 830 metros entre a posição da pole position e a primeira zona de frenagem, a maior distância desse tipo em todo o calendário. O espaço permite aproveitar o vácuo dos adversários e tentar ultrapassá-los antes da primeira curva.
A reta também ajuda a entender as altas velocidades alcançadas no país. Em 2025, Oscar Piastri atingiu 363 km/h. O recorde oficial da volta mais rápida em corrida é de Valtteri Bottas, com 1min17s774, registrado em 2021.
Mas nem tudo ocorre em alta velocidade. Na parte final da volta, os pilotos passam pelo Foro Sol, local que já recebeu jogos de beisebol e hoje sedia shows e outros eventos. O traçado atravessa o espaço, com arquibancadas próximas dos carros.
A história do autódromo teve início em 1959, quando o circuito foi construído nas vias internas do complexo esportivo Magdalena Mixiuhca, na Cidade do México. Desde então, a pista foi modificada, inclusive no trecho que hoje contorna o Foro Sol.
A Fórmula 1 chegou ao local em 1962, mas aquela primeira corrida não contou pontos para o Mundial. A estreia oficial ocorreu em 1963, quando o britânico Jim Clark, da Lotus, venceu.
Desde então, o GP passou longos períodos fora do calendário. A primeira fase foi de 1963 a 1970; a segunda, de 1986 a 1992. A corrida retornou de forma definitiva em 2015.
O nome do circuito também carrega uma história. O piloto Ricardo Rodríguez morreu aos 20 anos, em 1962, após um acidente durante um treino no local. Seu irmão Pedro, também piloto, morreu em 1971, aos 31 anos, durante uma prova de carros esportivos na Alemanha. O autódromo homenageia os dois irmãos.
A etapa mexicana já decidiu quatro títulos mundiais. John Surtees assegurou o campeonato em 1964, Graham Hill repetiu o feito em 1968 e Lewis Hamilton confirmou dois títulos, em 2017 e 2018.
Agora, Kimi Antonelli pode se juntar a essa lista. O italiano tem a chance de confirmar o título mundial neste domingo (1º/11).
Entre os pilotos, Max Verstappen é o maior vencedor da etapa, com cinco triunfos: 2017, 2018, 2021, 2022 e 2023. A edição mais recente, em 2025, terminou com a vitória de Lando Norris, que levou a McLaren ao lugar mais alto do pódio.
Confira a programação do fim de semana:
Sexta-feira (30/10): Treino Livre 1, às 15h30; Treino Livre 2, às 19h00.
Sábado (31/10): Treino Livre 3, às 14h30; Classificação, às 18h00.
Domingo (1º/11): Corrida, às 17h00.
Tags: F1, Fórmula 1, México







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