
Cleitinho Azevedo começa a definir a equipe de seu futuro governo em Minas Gerais. (Foto: Instagram)
Belo Horizonte — A futura gestão de Cleitinho Azevedo (Republicanos) começa a ganhar forma com aliados pessoais, antigos adversários eleitorais, empresários e técnicos que passaram por administrações de diferentes correntes políticas. Embora a maior parte do secretariado ainda não tenha sido anunciada, as primeiras decisões apontam para um governo formado mais por relações de confiança e experiência administrativa do que por uma divisão de cargos entre partidos.
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Para a área econômica, foi confirmado nesta semana o economista Thiago Toscano, que deixará a função de CEO da mineradora Itaminas para aceitar o convite de Cleitinho. Ex-presidente da Codemig e da Codemge, ele ficará à frente de uma secretaria que concentrará atribuições de gestão pública, desenvolvimento econômico, novos negócios e atração de investimentos.
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Até agora, o ex-candidato ao governo Gabriel Azevedo (MDB) é outro nome confirmado no futuro secretariado. O vice-governador Luís Eduardo Falcão (Republicanos) também comandará uma pasta, ainda sem definição. O engenheiro Otto Levy aceitou o convite para presidir a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig).
Para a área econômica, o economista Thiago Toscano é apontado como um nome forte. Ele deixaria o cargo de CEO da mineradora Itaminas para aceitar o convite de Cleitinho. Toscano foi presidente da Codemig e da Codemge.
A relação de convidados e cotados inclui ainda o empresário Vittorio Medioli (PL), o economista Bruno Westin, o médico Bernardo Guimarães, o diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Fabrício Galvão, e o presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, que também disputou o governo de Minas.
NÚCLEO POLÍTICO
Falcão concentra a condução política e administrativa da transição e terá papel no governo. Cleitinho já declarou que não pretende deixar o vice afastado das decisões da gestão.
O círculo de confiança também conta com Gleidson Azevedo (Republicanos), irmão de Cleitinho e deputado federal eleito. Ex-prefeito de Divinópolis, ele integra a equipe de transição, embora não haja indicação de que deixará o mandato na Câmara para ocupar um cargo em Minas.
A presença dos dois indica que, mesmo buscando nomes técnicos, Cleitinho pretende manter o centro das decisões próximo de pessoas com quem já trabalhou e que dividem sua experiência municipalista no Centro-Oeste mineiro.
ÁREA ECONÔMICA
Na economia, a prioridade é começar a enfrentar o déficit de R$ 10,5 bilhões previsto para 2027 e a dívida estadual, que se aproxima de R$ 200 bilhões.
Além de Thiago Toscano, o economista Bruno Westin também é cotado para a área de gestão e economia, e aparece como favorito para assumir a Secretaria de Fazenda. Servidor de carreira do Tesouro Nacional, ele já ocupou o posto de secretário-adjunto de Fazenda de Minas e exerceu funções no Programa de Parcerias de Investimentos durante o governo Jair Bolsonaro. Westin participa da análise das contas estaduais na transição, mas não confirmou que aceitou o cargo.
Para a Secretaria de Planejamento e Gestão, Cleitinho convidou Vittorio Medioli. Ex-prefeito de Betim e deputado estadual eleito pelo PL, ele participa da transição e confirmou ter recebido a proposta. Sua entrada no governo ainda não foi definida.
EMPRESAS PÚBLICAS
Na Cemig, a escolha de Otto Levy reforça a preferência por profissionais que tenham atuado tanto no setor público quanto na iniciativa privada. Levy foi secretário de Planejamento e Gestão no primeiro mandato de Romeu Zema (Novo) e, atualmente, é diretor de Investimentos da CSN Mineração. Ao anunciar o convite, Cleitinho prometeu reduzir a tarifa de energia e disse que sua equipe será técnica.
SAÚDE E EDUCAÇÃO
Na Saúde, o médico Bernardo Guimarães está entre os cotados. Ligado ao Hospital de Amor, instituição especializada no tratamento de câncer, ele participa das conversas da transição, mas ainda não foi anunciado oficialmente para a secretaria.
A Educação tem duas possibilidades em discussão. Além de Gabriel Azevedo, é considerado o nome de Girlaine Figueiró Oliveira, presidente do Conselho Estadual de Educação e servidora da rede estadual há mais de 30 anos. A escolha de Girlaine atenderia à promessa de Cleitinho de nomear para a pasta uma mulher com experiência na educação pública.
O QUE AS ESCOLHAS INDICAM
O grupo que está sendo formado apresenta quatro características iniciais. A primeira é a centralidade do círculo pessoal de Cleitinho, representado por Falcão e Gleidson. A segunda é a abertura para receber adversários derrotados, como Gabriel, Medioli e, possivelmente, Roscoe.
A terceira característica é a preferência por pessoas que reúnem experiência no setor público e passagem pela iniciativa privada. Otto Levy, Medioli, Roscoe e Westin indicam uma orientação econômica voltada ao controle de despesas, à atração de investimentos e a concessões.
As escolhas ultrapassam fronteiras partidárias. O grupo inclui quadros ligados aos governos Zema, Bolsonaro e Lula, além de nomes do MDB, PL e Republicanos.
Tags: Cleitinho Azevedo, Governo de Minas Gerais, Minas Gerais







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