
Ex-professora abandona a cidade e constrói casa hexagonal de bioconstrução em Córdoba (Foto: Instagram)
Uma professora argentina tomou a decisão de deixar a sala de aula para viver uma vida tranquila nas montanhas, algo que muitos desejam. Jéssica Belleti, de 42 anos, saiu de Buenos Aires para construir sua própria casa nas montanhas de Córdoba, Argentina, onde teve seu primeiro filho. Atualmente, a ex-professora se dedica à construção de moradias na região.
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Utilizando técnicas de bioconstrução — ou seja, materiais naturais — Jéssica ergueu uma casa de 30 m² em formato hexagonal, feita à mão. O espaço, onde deu à luz em 2023, possui quarto, cozinha e sala integrados, além de um banheiro separado.
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Desde então, Jéssica tem utilizado a bioconstrução para sustentar sua família e realizar o sonho de outras famílias que desejam viver da mesma forma. “Meu sonho sempre foi viver em contato com a natureza, cercada pela fauna e flora, consciente dos ciclos da terra”, afirma em entrevista ao Metrópoles.
Durante mais de uma década, Jéssica lecionou em Berazategui, na grande Buenos Aires. O desejo de viver fora dos grandes centros começou por volta dos 29 anos, quando ela e seu parceiro partiram em busca de um local mais próximo da natureza. Eles escolheram Los Hornillos, em Córdoba, no Vale de Traslasierra.
“Decidi deixar a docência porque não me sentia à vontade com o método de ensino nas escolas. Era algo pouco prático e distante da natureza”, conta.
Sem experiência, ela começou a construir a casa no verão de 2022, após descobrir a bioconstrução. “Trabalhar com isso me faz bem. Estar em contato com a terra, o material mais nobre, é o que amo”, destaca.
A partir desse processo, Jéssica vivenciou um dos momentos mais importantes de sua vida: em dezembro de 2023, deu à luz a Kunturi com a ajuda de parteiras. “É maravilhoso viver nas montanhas com meu filho, vê-lo crescer nesse ambiente bonito”, afirma.
O resultado da construção garantiu total aproveitamento dos 30 m². O formato hexagonal proporciona uma estrutura firme e aconchegante. Jéssica utilizou o método taipa, com barro e palha, e materiais da região, usando cimento apenas na base. O acabamento interno é de barro, sem produtos industriais.
“Gosto de ver as pessoas construindo suas casas de barro e vivendo o processo, além de morar em um lar mais saudável”, comenta sobre ajudar outras pessoas.
Para resolver questões de temperatura, Jéssica cobriu o telhado com pedras, terra e plantas nativas. A eletricidade é gerada por painéis solares, e a água é captada da chuva e de fontes naturais próximas.
Atualmente, Jéssica vive com o filho e mantém boa relação com o ex-companheiro, de quem se separou há cerca de seis meses. “Acordamos, tomamos café e cuidamos da horta, tudo em um ritmo mais orgânico. Levo meu filho para um espaço educativo”, detalha.
Por fim, a argentina deixou um conselho para quem deseja viver longe da cidade grande: “Somos os criadores da nossa realidade. Tenham coragem”, conclui.







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