Pedra: mulher descobre feto calcificado após três anos de dor abdominal

Publicado por

–


Mulher descobre feto calcificado no abdômen após cerca de três anos (Foto: Instagram)

Uma mulher de 42 anos, moradora da Somalilândia, no leste da África, descobriu que carregava um feto calcificado no abdômen havia cerca de três anos.

++ Sistema de IA mostra como pessoas estão criando conteúdo diário sem gravar vídeos

A condição, chamada de “bebê de pedra”, foi identificada após dores persistentes e uma sensação de peso na barriga. O caso foi publicado no International Medical Case Reports Journal.

++ Bomba! Astro de Hollywood, Joe Manganirllo revela ter amputado membro

Ao buscar atendimento, a paciente contou que, cerca de três anos antes, havia notado sinais de gravidez, como o crescimento abdominal e movimentos fetais. Mais tarde, os movimentos cessaram e a barriga diminuiu aos poucos, mas ela não procurou assistência médica durante nem depois do episódio.

A dor na parte inferior do abdômen continuou, junto com a sensação de peso, que se intensificou nos meses anteriores à consulta. No exame físico, os médicos encontraram uma massa dura, irregular e com pouca mobilidade, que chegava à altura do umbigo.

EXAMES REVELARAM UM FETO FORA DO ÚTERO

O teste de gravidez deu negativo, enquanto a ultrassonografia revelou uma massa calcificada e o útero vazio. A tomografia com reconstrução tridimensional identificou crânio, coluna, costelas e ossos dos membros. De acordo com o relato médico, a estrutura media aproximadamente 18 por 12 por 10 centímetros.

Os resultados permitiram identificar um litopédio, termo médico para “bebê de pedra”, uma complicação rara de uma gestação que se desenvolve na cavidade abdominal, fora do útero.

COMO OCORRE A CALCIFICAÇÃO

A formação se dá quando o feto morre e permanece no abdômen em uma fase em que já não pode ser totalmente reabsorvido pelo organismo. Se os tecidos não forem infectados, depósitos de cálcio podem endurecê-los gradualmente, como uma resposta de proteção do corpo.

A paciente foi submetida a uma cirurgia abdominal para remover a massa. No primeiro dia após o procedimento, teve febre baixa e náusea, sintomas que desapareceram com o tratamento. Ela recebeu alta em boas condições.

Nas consultas realizadas durante os seis meses seguintes, a cicatrização apresentou boa evolução e as dores abdominais desapareceram por completo.

Receba notícias de Saúde e Ciência pelo WhatsApp e acompanhe as novidades. Basta acessar o canal de notícias no aplicativo.

Para acompanhar tudo sobre ciência e nutrição, confira as reportagens de Saúde.

Tags: Bebê, Doença rara, gravidez, Saúde

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *