
Atualize sua imunização: essencial para mulheres acima de 40 anos (Foto: Instagram)
A vacinação é uma das estratégias mais eficazes para a prevenção de doenças. Para mulheres com mais de 40 anos, ela se torna ainda mais crucial. Com o passar dos anos, o sistema imunológico sofre alterações naturais que aumentam a vulnerabilidade a infecções respiratórias e outras doenças que podem ser evitadas, tornando a atualização do calendário vacinal essencial para um envelhecimento saudável.
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Além de diminuir o risco de hospitalizações e complicações, a vacinação oferece proteção contra infecções que podem afetar a autonomia e a saúde nesta fase da vida. Especialistas ressaltam que muitas vacinas requerem doses de reforço ou são indicadas apenas na idade adulta.
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À medida que envelhecemos, o corpo reduz gradualmente a capacidade de resposta do sistema imunológico. De acordo com Cecilia Maria Roteli Martins, secretária da Comissão Nacional Especializada em Vacinas da Febrasgo, esse processo é acentuado durante a menopausa, quando também aumentam as doenças crônicas como diabetes e hipertensão.
“A vacinação é um dos pilares para uma longevidade saudável, ao lado de uma alimentação equilibrada, atividade física e relações sociais. Ela protege contra infecções que podem comprometer significativamente a qualidade de vida das mulheres”, afirma.
Após os 40 anos, o risco de doenças como gripe, Covid-19, pneumonia e, mais tarde, herpes-zóster, aumenta. Essas infecções podem resultar em complicações, internações e um tempo de recuperação mais longo, especialmente em pessoas com comorbidades.
Entre as vacinas mais recomendadas estão as contra influenza, Covid-19, hepatite B (para quem não completou o esquema), além do reforço contra difteria, tétano e coqueluche a cada dez anos. A vacina contra herpes-zóster costuma ser indicada a partir dos 50 anos, enquanto imunizantes contra pneumococo e vírus sincicial respiratório podem ser recomendados conforme a idade e fatores de risco.
Para Cecilia, manter o calendário de vacinação atualizado é uma forma de evitar complicações que impactam diretamente o envelhecimento. “Cada infecção representa um retrocesso na busca por uma longevidade saudável. Prevenir essas doenças por meio da vacinação significa envelhecer com mais autonomia, menos inflamação e menor risco de hospitalizações.”
A especialista também alerta para equívocos comuns, como acreditar que vacinas são necessárias apenas na infância ou que pessoas saudáveis não precisam se imunizar. Ela destaca que os benefícios da vacinação superam amplamente os efeitos adversos leves, como dor no local da aplicação ou febre baixa.
De acordo com a médica infectologista Rosana Richtmann, do Laboratório Exame, no Distrito Federal, a diminuição natural da eficiência do sistema imunológico torna indispensável a revisão periódica da carteira vacinal.
“O envelhecimento provoca um processo chamado imunossenescência, que reduz a eficiência das defesas do organismo. Por isso, as doses de reforço são fundamentais para manter uma resposta imunológica adequada ao longo da vida.”
Rosana explica que as recomendações variam conforme a idade, histórico vacinal e condições de saúde, mas incluem, de forma geral, imunizantes contra influenza, Covid-19, pneumococo, difteria, tétano, coqueluche e hepatite B, além da vacina contra HPV em situações específicas.
Manter a vacinação em dia é uma medida preventiva capaz de reduzir casos graves de doenças infecciosas, preservar a qualidade de vida e favorecer um envelhecimento mais saudável e ativo, destacam as especialistas.







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