Japão começa transplante de células-tronco para tratar Parkinson

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Japão realiza primeiro transplante de células-tronco iPS para tratar Parkinson (Foto: Instagram)

Um paciente recebeu, pela primeira vez, um transplante de células-tronco para tratar a doença de Parkinson no Japão. O procedimento foi feito neste mês de outubro, no Hospital Universitário de Quioto, após a terapia receber aprovação condicional no país. A informação foi divulgada pela farmacêutica Sumitomo Pharma, responsável pelo tratamento.

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A técnica recorre a células-tronco pluripotentes induzidas, chamadas iPS, obtidas de células adultas de pessoas saudáveis. Em laboratório, elas são modificadas para se tornarem precursoras dos neurônios que produzem dopamina, substância ligada ao controle dos movimentos e que está em falta em pessoas com Parkinson.

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A ideia é substituir parte das células perdidas por causa da doença, em vez de somente controlar os sintomas.

COMO FUNCIONA O TRATAMENTO

As iPS são criadas a partir de células adultas que já desempenham uma função específica no organismo. Em laboratório, os pesquisadores fazem com que elas retornem a um estágio semelhante ao de células jovens, capazes de se transformar em diferentes tipos de tecido.

No tratamento do Parkinson, as células são preparadas para se tornarem precursoras de neurônios produtores de dopamina. Em seguida, milhões delas são implantadas no cérebro do paciente.

A doença de Parkinson causa a perda gradual dos neurônios que produzem dopamina. A diminuição dessa substância afeta a comunicação entre regiões do cérebro responsáveis pelo controle dos movimentos e pode provocar tremores, rigidez muscular e lentidão. Os tratamentos disponíveis ajudam a aliviar esses sintomas, mas não interrompem o avanço da doença.

ESTUDO ACOMPANHOU SETE PACIENTES

A terapia foi aprovada no Japão em março, após os resultados de um ensaio clínico com sete pacientes, com idades entre 50 e 69 anos. Cada participante recebeu implantes de cinco ou 10 milhões de células em cada lado do cérebro.

Ao longo de dois anos de acompanhamento, os pesquisadores não encontraram efeitos adversos graves. Quatro dos sete pacientes tiveram melhora nos sintomas.

Os resultados integraram o processo que levou à autorização condicional do tratamento no país. A aprovação permite o uso da terapia, mas sua aplicação está sujeita às condições definidas pelas autoridades japonesas.

A Sumitomo Pharma declarou que planeja realizar transplantes em 20 a 30 pacientes até março de 2029. A farmacêutica também está conduzindo um ensaio clínico nos Estados Unidos para avaliar o tratamento.

Embora os resultados iniciais sejam promissores, será necessário acompanhar mais pacientes para que os pesquisadores avaliem a segurança e a eficácia da terapia ao longo do tempo.

Tags: Japão, Saúde

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