
SES-DF alerta para cobranças indevidas após denúncia de falso mutirão do Outubro Rosa. (Foto: Instagram)
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) emitiu alerta neste domingo (1º/11) para que usuários da rede pública fiquem atentos a tentativas de golpe e cobranças indevidas. A manifestação ocorreu após reportagem revelar que dezenas de mulheres pagaram até R$ 3 mil por um falso mutirão do Outubro Rosa.
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A pasta reiterou que todos os serviços oferecidos pela Secretaria de Saúde do DF são gratuitos. Segundo a secretaria, nenhum atendimento ou procedimento realizado pelo SUS é cobrado — incluindo consultas, exames, cirurgias, medicamentos, materiais e insumos. A orientação é não fazer pagamentos, transferências ou depósitos a pessoas que prometam atendimento ou acesso mais rápido aos serviços de saúde.
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A SES-DF afirmou que encaminhará a denúncia divulgada em reportagem à Ouvidoria-Geral do GDF e disse estar à disposição das autoridades para contribuir com as investigações.
Suspeitas de golpes e cobranças irregulares também devem ser comunicadas à Polícia Civil (PCDF) ou à Ouvidoria do GDF, pelo telefone 162 ou pelo portal Participa DF.
MUTIRÃO FALSO DO OUTUBRO ROSA
Um grupo de mulheres afirma ter sido vítima de golpe relacionado a um falso mutirão de cirurgias plásticas no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), que prometia redução de mama e colocação de próteses sem custos. Com o nome “Renova Mama, Um Recomeço”, o suposto projeto usava a campanha Outubro Rosa para atrair pacientes. Elas eram informadas de que teriam de pagar apenas pelos insumos cirúrgicos, em valores entre R$ 1 mil e R$ 3 mil.
O nome da unidade pública de saúde teria sido usado indevidamente para dar credibilidade à falsa promessa de realização das cirurgias. Assim, não havia um mutirão oficial do hospital nos moldes apresentados às pacientes.
A responsável pelo projeto, identificada como Tayná Regina Oliveira Castro, 42 anos, também teria usado indevidamente os nomes de cirurgiões plásticos conhecidos no Distrito Federal, que atuam na Secretaria de Saúde, dizendo que eles fariam os procedimentos. Tayná negou ser golpista e afirmou que também foi “induzida a erro pelas informações que me foram apresentadas sobre a proposta de cirurgias por valores reduzidos” (leia a resposta completa mais abaixo).
As suspeitas começaram quando mulheres foram a consultas supostamente agendadas com os cirurgiões e descobriram que não havia registro de atendimento em seus nomes. Em outros casos, atendimentos previstos para o Hran ou para clínicas particulares ligadas aos médicos eram cancelados poucas horas antes do horário marcado por pessoas associadas ao suposto projeto social.
Segundo as informações apuradas, ao menos 30 mulheres faziam parte do grupo de pacientes que esperavam atendimento no suposto mutirão de cirurgias plásticas e teriam pago valores indevidos para garantir os procedimentos.
Depois de transferir dinheiro para contas bancárias de Tayná ou de terceiros supostamente ligados a ela, as vítimas recebiam pedidos de exames médicos assinados por uma médica generalista. Em áudios enviados ao grupo de pacientes do projeto, obtidos pela reportagem, a suspeita orientava as mulheres sobre o que fazer no dia das consultas.
O OUTRO LADO
Procurada, Tayná se pronunciou por meio de nota. Leia o texto na íntegra:
“Também fui induzida a erro pelas informações que me foram apresentadas sobre a proposta de cirurgias por valores reduzidos. Na ocasião, foram apresentados relatos de procedimentos realizados em hospitais particulares. Acreditei na proposta, efetuei meu próprio pagamento e cheguei a comentar com amigas sobre a possibilidade de realizar a cirurgia. Diante dos questionamentos que surgiram posteriormente, passei a buscar esclarecimentos e providências para a restituição dos valores pagos. Os fatos serão esclarecidos pelas vias adequadas, com a apresentação dos documentos pertinentes“.
Tags: alerta, Distrito Federal, golpe, Saúde, SES-DF







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