Sem agentes da CET, desrespeito às regras cresce em ciclovia de SP

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Sem fiscalização, mais ciclistas ultrapassam o limite de 20 km/h na ciclovia da Faria Lima, em São Paulo. (Foto: Instagram)

São Paulo — Sem agentes de trânsito por perto, aumenta o número de condutores de bicicletas comuns, bikes elétricas e autopropelidos que ultrapassam o limite de 20 km/h na ciclovia da Faria Lima, na zona oeste de São Paulo.

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A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) começou a fiscalizar bicicletas comuns, bikes elétricas e autopropelidos em 13 de outubro. A principal atenção está na ciclovia da Faria Lima, a mais movimentada da capital paulista, onde condutores fazem ultrapassagens em alta velocidade até nos horários de pico, conforme já havia sido mostrado em reportagem.

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Para avaliar o quanto os condutores aceleram, a prefeitura instalou “delimitadores de velocidade”, semelhantes a radares, mas sem aplicação automática de multas. Na presença de agentes da CET, as pessoas diminuem o ritmo. Sem fiscalização, muitos superam 20 km/h e até 30 km/h.

O comportamento se parece com o de motoristas que reduzem a velocidade ao se aproximarem de uma blitz ou de um radar e voltam a acelerar depois.

CONHEÇA AS NOVAS REGRAS PARA BICICLETAS ELÉTRICAS E PATINETES

  • Em ciclovias e ciclofaixas na pista, bicicletas elétricas e patinetes podem circular a até 20 km/h.
  • Em ciclofaixas em calçadas ou canteiros compartilhadas com pedestres, o limite é de 6 km/h.
  • Nas ciclorrotas, patinetes e equipamentos conduzidos em pé podem trafegar a até 20 km/h.
  • Em ruas sem ciclovia ou ciclofaixa, bicicletas elétricas podem circular junto ao bordo da pista, no sentido dos carros, em vias com velocidade regulamentada de até 50 km/h.
  • Patinetes em ruas sem ciclovia ou ciclofaixa só podem circular em vias com limite de até 40 km/h, respeitando a velocidade máxima de 20 km/h para o equipamento.

Observações feitas em 23 e 30 de outubro mostraram a diferença entre os momentos com e sem fiscalização. Os agentes trabalham somente até as 18h, deixando o horário de pico do início da noite “descoberto”.

Perto da Rua Tucumã, com agentes da CET e guardas-civis metropolitanos (GCMs) no local, foram contabilizados 98 condutores durante 15 minutos, no fim da tarde, no sentido Avenida Rebouças. Cinco deles passaram dos 20 km/h, o equivalente a 5,1%.

Minutos depois, sem fiscalização na ciclovia, na altura do cruzamento com a Praça Buritama, 61 condutores seguiram em direção à Avenida Cidade Jardim durante 15 minutos. Desses, 16 estavam acima da velocidade máxima permitida (26,2%).

Mais distante dos dois primeiros pontos, nas proximidades da Rua dos Pinheiros, em um trecho menos movimentado e por volta das 19h, 23 condutores seguiram em direção à Rebouças. Onze passaram de 20 km/h (47,8%).

Uma semana depois, na última sexta (30/10), uma nova observação no mesmo ponto mostrou que 12 das 34 pessoas que passaram pelo local estavam acima da velocidade máxima permitida (35,3%).

Um “delimitador de velocidade” foi instalado no mesmo eixo de circulação, perto da Praça Panamericana, na Avenida Pedroso de Moraes. Na tarde da última sexta, o equipamento estava no local, mas não havia agentes de trânsito por perto. Com fluxo bem menor do que em outros pontos, foram contados apenas 12 condutores; 4 deles excederam o limite (33,3%).

Um aspecto que chama a atenção é que a velocidade parece “contagiante”. Em diversas ocasiões, um condutor acima da máxima permitida acabava “puxando” um grupo de outras pessoas que também aceleravam para mais de 20 km/h.

O QUE DIZ A PREFEITURA DE SÃO PAULO

A CET afirma que começou pela ciclovia da Faria Lima por ela estar entre as mais movimentadas da cidade.

“As campanhas continuam sendo realizadas em diferentes locais em forma de rodízio. Além da Faria Lima, as operações ocorrem nas estruturas cicloviárias da Rua da Consolação e da Av. Pedroso de Moraes, em Pinheiros”, diz.

De acordo com a CET, foram feitas 1.116 abordagens entre 13 e 29 de outubro, com apenas uma autuação.

Sobre o horário das ações, a CET afirma que a previsão inicial era fiscalizar até 20h, “mas a CET identificou que o tráfego cai consideravelmente a partir das 18h e as equipes são, então, direcionadas para outras ocorrências”.

A CET informa que as infrações estão previstas nos art. 255 e 59 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), além das legislações aplicáveis a cada modalidade de equipamento.

Tags: bicicleta, ciclismo, Código de Trânsito Brasileiro, Prefeitura de São Paulo, São Paulo

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