
Operação em Santa Catarina apura suspeita de fraude para ocultar mandado de prisão. (Foto: Instagram)
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) deflagrou uma operação na manhã desta terça-feira (3/11) para apurar a possível participação de investigados na alteração fraudulenta de dados do Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP), com a intenção de ocultar um mandado de prisão contra um homem condenado por estupro.
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Batizada de Operação “Crackers”, a ação policial cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em Joinville e Penha, expedidos pela Vara Regional de Garantias de Joinville. Em Penha, também foi cumprido um mandado de prisão contra o condenado por estupro de vulnerável.
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De acordo com o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), a investigação é uma etapa decorrente da Operação “Cavalo de Tróia”, que apurava a entrada de relógios inteligentes, chamados de smartwatches, em uma unidade prisional.
Durante as diligências, foram encontrados indícios de que um dos investigados teria intermediado uma negociação para alterar registros no BNMP e esconder o mandado de prisão em aberto.
Os elementos reunidos indicam que a negociação teria envolvido o próprio condenado e outra pessoa, que ficaria encarregada de modificar os dados. A intenção seria evitar que consultas pelo nome do foragido no sistema mostrassem a existência da ordem de prisão.
A operação teve apoio do 8º Batalhão de Polícia Militar e do 1º Batalhão de Pronta Resposta da Polícia Militar. O Sistema Estadual de Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SC) acompanhou a ação.
Os materiais apreendidos nas diligências serão enviados à Polícia Científica para perícia. O Gaeco analisará os elementos para esclarecer como os fatos ocorreram, individualizar as condutas e identificar outros possíveis envolvidos. A investigação tramita sob sigilo.
Tags: Investigação, Ministério Público, Santa Catarina







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