Médica é morta a tiros em bar após acionar botão do pânico contra o ex

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Médica é morta a tiros em bar no interior do Acre; ex-companheiro é investigado. (Foto: Instagram)

A médica Elyne de Assis Nogueira, de 39 anos, foi morta a tiros dentro de um bar em Brasiléia, no interior do Acre, na noite dessa segunda-feira (2/11). Ela estava com amigos quando um homem se aproximou da mesa e disparou duas vezes contra ela.

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Segundo a Polícia Civil, o ex-companheiro da médica, Francisco Valadares Neto, é investigado por participação no assassinato. Ele é procurador municipal de Brasiléia, advogado e ex-vereador.

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O crime foi registrado pelas câmeras de segurança do estabelecimento. Nas imagens, o suspeito aparece usando um capacete preto e um boné vermelho por baixo, além de uma blusa azul-escura de mangas compridas e calça bege.

Depois, ele vai até a mesa onde Elyne estava, saca uma arma e atira duas vezes contra a médica.

Testemunhas que acompanhavam a vítima disseram à polícia que ela tinha uma medida protetiva contra Francisco e vinha recebendo ameaças. Conforme os relatos, o homem teria passado diversas vezes pela rua do bar naquela noite.

Ainda segundo as testemunhas, Elyne chegou a acionar o botão do pânico, dispositivo destinado a mulheres protegidas por medidas judiciais. A central de monitoramento telefonou para a médica, mas nenhuma equipe teria sido enviada ao estabelecimento.

Depois do assassinato, a Polícia Militar do Acre (PMAC) foi chamada e encontrou a médica caída no chão, com sangramento na região da cabeça. Ela já parecia não apresentar sinais vitais. A morte foi confirmada pela equipe de perícia que compareceu ao local.

REPERCUSSÃO

A governadora do Acre, Mailza Assis, divulgou uma nota de pesar nas redes sociais e lamentou a morte da médica, que também trabalhava como servidora pública municipal e estadual.

Mailza afirmou que Elyne atuava na Unidade de Saúde Dr. Ricardo Barbosa da Silva e no Hospital Regional do Alto Acre, cuidando da saúde da população. Ela classificou a morte violenta como uma perda irreparável, repudiou o crime e defendeu uma investigação rigorosa, com identificação e responsabilização dos envolvidos.

O Conselho Regional de Medicina do Acre (CRM-AC) também se pronunciou. Em nota, a entidade definiu o assassinato como uma grave violência contra profissionais da saúde e manifestou solidariedade aos familiares, amigos e colegas de profissão da médica.

O conselho também ressaltou a importância de assegurar a proteção dos profissionais que atendem a população.

Procurada, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) informou, em nota, que a Polícia Civil segue investigando o caso e conduz as diligências para esclarecer o crime.

Tags: Acre, assassinato, feminicídio, médica

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