Após três anos, menina com síndrome rara terá consulta com cirurgião

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Após três anos de espera, Lívia Oliveira Silva Miranda, de 4 anos, terá consulta com um cirurgião plástico no Hospital Regional da Asa Norte, em Brasília. (Foto: Instagram)

Após três anos de espera, Lívia Oliveira Silva Miranda, de 4 anos, que nasceu com uma rara anomalia congênita que causou má formação, terá consulta com um cirurgião plástico no Hospital Regional da Asa Norte (Hran). A menina aguarda desde 2023 por procedimentos no pé e na mão esquerda pela rede pública. O caso já havia sido divulgado.

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Segundo a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), a paciente tem consulta marcada para a próxima segunda-feira (9/11) no Hran. Depois da avaliação, as informações serão repassadas diretamente à família e será definido o planejamento cirúrgico.

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A mãe de Lívia, a autônoma Keyse de Oliveira da Silva, 25 anos, contou que a família registrou no Hran o pedido de cirurgia para retirar o hemangioma, um tumor benigno, do pé esquerdo da menina. Também solicitou, no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), uma operação para separar os dedos da mão esquerda.

Os procedimentos são necessários para correções estéticas e funcionais e, sobretudo, para o bem-estar da menina, diagnosticada com Síndrome da Banda Amniótica.

Segundo a pasta, a avaliação será feita por um cirurgião plástico e por uma equipe multidisciplinar, que inclui anestesista, fisioterapeuta e profissionais de enfermagem. A análise conjunta dos profissionais de saúde permitirá definir os procedimentos cirúrgicos mais seguros para a paciente.

“É importante destacar que os casos pediátricos têm particularidades clínicas que exigem avaliação individualizada e podem influenciar o planejamento e o tempo necessário para a realização dos procedimentos, considerando as especificidades da evolução clínica em crianças”, afirmou a pasta em nota.

CIRURGIAS NECESSÁRIAS

A cirurgia no pé não tem apenas finalidade estética e funcional. Segundo Keyse, por causa do hemangioma, Lívia corre o risco de desenvolver celulite bacteriana. Os episódios provocam dores, feridas e mal-estar. A criança já teve três crises e chegou a ser internada.

Sobre o pedido de cirurgia na mão feito ao HBDF, Keyse disse que ainda não recebeu previsão para o procedimento. “Ela tem os três dedinhos do meio grudados e não abre a mão. Tudo ela faz pegando na pontinha dos dedos. Faço um apelo, só quem é mãe sabe”, explicou.

Desde que nasceu, Lívia enfrenta desafios em busca de adaptação e de melhor qualidade de vida. A menina nasceu com a mão direita unida ao tronco, sobre a barriga. Com um ano de vida, passou pela primeira cirurgia para separar o membro. O procedimento foi bem-sucedido. Para Keyse, cada operação representa um passo rumo a um futuro melhor.

O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF), responsável pelo HBDF, informou que o pedido de procedimento cirúrgico para Lívia foi incluído no Sistema de Regulação (Sisreg). Segundo a instituição, o agendamento segue o fluxo de regulação da SES-DF.

Tags: Bebê, Cirurgia, hospital de base, Hran, menina

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