Brasileiros Akelson e Jhones condenados por 32 anos de prisão em Portugal

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Brasileiros são sentenciados a mais de 32 anos por assaltos a bancos em Portugal (Foto: Instagram)

Dois brasileiros, condenados por uma série de assaltos a bancos em Portugal, seguiram um padrão já conhecido no Brasil: usaram disfarces, planejaram cuidadosamente suas entradas nas agências, intimidaram vítimas, sequestraram pessoas e lavaram o dinheiro roubado.

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Akelson Rodrigues de Jesus, de 44 anos, e Jhones dos Santos, de 43, foram sentenciados pelo Tribunal de Évora em 28 de abril deste ano. As penas somadas chegam a 32 anos e meio de prisão, com Akelson recebendo 20 anos e meio e Jhones, 12 anos.

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Os dois foram responsabilizados por ataques a bancos em várias regiões de Portugal, acumulando cerca de 548 mil euros, equivalente a aproximadamente R$ 3,22 milhões, conforme a taxa de câmbio de quinta-feira (9/7).

O Metrópoles tentou contato com as defesas dos dois, mas até a publicação deste artigo, não houve manifestação. O espaço permanece aberto.

Os registros oficiais portugueses indicam que a dupla foi condenada por uma série de assaltos a bancos, marcados por violência, sequestro de vítimas e estratégias para dificultar a identificação.

Akelson foi condenado por sete roubos, nove sequestros, um crime de branqueamento de capitais — equivalente à lavagem de dinheiro — e quatro falsificações de documento, totalizando 21 crimes.

Jhones foi condenado por dois roubos, um sequestro e um crime de branqueamento de capitais. No total, os brasileiros respondem por 25 crimes no processo português.

De acordo com o governo português, durante a leitura da sentença, o presidente do coletivo de juízes destacou que não se tratava de "furtos de pequena expressão", mas de roubos de "elevadas quantias", chamando os réus de "profissionais do crime".

O dinheiro dos roubos foi lavado, tentando-se dar uma aparência lícita aos valores de origem criminosa.

Akelson Rodrigues de Jesus, natural de Tailândia, no Pará, nasceu em 6 de dezembro de 1981. Antes da nova condenação em Évora, já tinha um histórico de condenações em Portugal, com penas impostas por tribunais de várias cidades.

Os crimes listados incluem roubo, coação, falsificação de documento, condução sem habilitação, sequestro e lavagem de dinheiro.

Akelson estava preso no Estabelecimento Prisional de Coimbra desde 18 de maio de 2016, com término da pena previsto para 12 de março de 2038. Em 2022, foi transferido para o Brasil para cumprir a pena.

Documentos obtidos pelo Metrópoles mostram que a Justiça Federal do Pará registrou a execução das condenações estrangeiras. No entanto, não esclarecem como ele deixou o sistema prisional brasileiro antes de retornar à Europa, onde participou dos assaltos entre julho de 2023 e setembro de 2024.

A trajetória de Akelson também foi alvo de investigação no Brasil. Em 2023, a Justiça Federal de Guarulhos analisou um inquérito sobre uso de documento falso para obter passaporte.

Akelson teria usado documento público alterado para deixar o país em 23 de novembro de 2015, viajando para a Holanda com um passaporte fraudulento.

Ele teria usado uma certidão de identidade em nome de Marcos Vinícius Evangelista de Almeida. A perícia papiloscópica indicou que as digitais vinculadas ao passaporte de Akelson e ao documento de Marcos eram da mesma pessoa.

Antes de embarcar, Akelson tentou entrar na Europa duas vezes. Em 10 de julho de 2015, tentou entrar na Espanha e, três meses depois, em Portugal, mas sem sucesso.

Pouco depois, solicitou um novo passaporte com outra identidade, emitido em 28 de outubro de 2015. Em 23 de novembro, viajou para a Holanda.

O caso foi transferido entre a Justiça Federal de Guarulhos e a de Imperatriz. Em 27 de fevereiro de 2023, a 6ª Vara Federal de Guarulhos devolveu o processo à Justiça Federal no Maranhão.

Jhones dos Santos é o segundo brasileiro condenado pelos assaltos a bancos em Portugal. Recebeu pena menor que Akelson por participação parcial nos crimes.

Não há documentos sobre eventual processo ou execução penal de Jhones no Brasil. A agência estatal de comunicação portuguesa informou que Jhones já havia sido condenado por homicídio em 2009, o que não o impediu de cometer novos crimes.

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