
MPDFT processa influenciadora e casa de apostas por “conluio predatório” (Foto: Instagram)
Desde o começo de 2026, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) intensificou suas ações contra influenciadores digitais que promovem jogos de azar. Na quarta-feira (8/7), o órgão entrou com uma ação civil contra Virginia Fonseca e a plataforma Blaze, classificando a parceria entre ambos como um "conluio predatório".
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O MPDFT solicita que Virginia e a casa de apostas paguem uma indenização mínima de R$ 120 milhões por danos morais coletivos. Segundo a ação, Virginia agiria como “braço operacional” da Blaze.
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Meses antes, Felipe Prior, ex-participante do BBB, já havia sido alvo do MPDFT e tornou-se réu por crimes contra as relações de consumo e por "abuso da boa-fé" para induzir apostas prejudiciais, conforme o artigo 174 do Código Penal.
A defesa de Virginia Fonseca contestou as acusações, afirmando que a ação civil deve ser baseada em evidências concretas, e não em suposições relacionadas à sua condição de figura pública. Felipe Prior foi procurado, mas não respondeu até a última atualização. O espaço permanece aberto.
O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) aceitou a denúncia criminal contra Felipe Prior, tornando-o réu por crimes contra as relações de consumo e por abusar da boa-fé para convencer vítimas a realizarem apostas prejudiciais.
Na ação que pede a condenação de Blaze e Virginia, o MPDFT também menciona outros influenciadores que promovem jogos de azar nas redes sociais, incluindo Neymar Júnior, Lucas Lira e Bruna Sunaika.
Na ação penal em andamento na 2ª Vara Criminal do DF, o MPDFT alega que Prior está envolvido em um "esquema de publicidade enganosa e predatória" para a plataforma de apostas esportivas Seu.bet.br.
A denúncia, aceita em 13 de abril, descreve uma operação voltada para atrair consumidores vulneráveis com promessas ilusórias de lucro. O MPDFT afirma que Prior tinha um contrato que previa benefícios diretos sobre as perdas dos apostadores.
Além do processo criminal, Felipe Prior foi condenado civilmente. Em 19 de março, a 14ª Vara Cível de Brasília determinou que ele removesse postagens que prometiam ganhos certos com apostas esportivas.
Virginia Fonseca se tornou alvo do MPDFT após o órgão receber um relatório técnico com mais de 42 mil reclamações contra a Blaze, casa de apostas promovida por ela.
O MP alega que Virginia e a Blaze formam um "conluio predatório", onde a divisão de tarefas representa uma estratégia conjunta de captação de consumidores por meios ilícitos.
Na ação, o MP menciona um vídeo de Virginia incentivando seus 56,7 milhões de seguidores no Instagram a apostarem no jogo entre Cabo Verde e Argentina.
O MP pede que Virginia e a Blaze paguem uma indenização mínima de R$ 120 milhões por danos morais coletivos, afirmando que a influenciadora age como "braço operacional" da plataforma.
Na petição, o MPDFT também cita outros influenciadores como Neymar Júnior, Lucas Lira e Bruna Sunaika, que promovem jogos de azar nas redes sociais.
O MP alega que a imagem de Neymar é usada estrategicamente para atrair pessoas com falsas promessas de "renda extra", aumentando o prejuízo dos consumidores.
Lucas Lira e Bruna Sunaika, influenciadores do Distrito Federal, também foram mencionados na ação por promoverem abertamente a Blaze nas redes sociais.
Apesar das investigações, Neymar, Lucas e Bruna não são réus na ação civil. O MP pede que a Blaze apresente cópias dos contratos firmados com eles.
Na ação, o MPDFT menciona que a Blaze mantém parcerias com figuras públicas de "alta projeção nacional e internacional", ampliando o alcance da publicidade e o risco de danos aos consumidores.
A defesa de Virginia Fonseca tomou conhecimento da Ação Civil Pública pela imprensa e responderá tecnicamente nos autos. A defesa refuta as alegações de conluio e atuação predatória, afirmando que a responsabilização civil deve ser baseada em provas concretas.
Os demais citados foram procurados, mas não responderam até a última atualização. O espaço permanece aberto.







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