
Bombeiros militares e cães de busca chegam a Belo Horizonte após missão humanitária na Venezuela (Foto: Instagram)
Belo Horizonte – Os 31 bombeiros militares de Minas Gerais, que participaram de uma missão humanitária na Venezuela, chegaram a Belo Horizonte na manhã deste sábado (11/7). Eles atuaram por 14 dias em operações de busca, resgate e auxílio humanitário em áreas devastadas por uma série de terremotos que atingiram o país.
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Ao desembarcarem na Academia de Bombeiros Militar, na região da Pampulha, os militares iniciaram um protocolo de avaliações médicas e psicológicas, conforme o planejamento de saúde ocupacional da corporação. A intenção é avaliar as condições de saúde da equipe após a missão e assegurar um retorno seguro às atividades e ao convívio familiar.
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AVALIAÇÃO MÉDICA FAZ PARTE DO PROTOCOLO
Logo após chegarem, todos os militares passaram por uma inspeção clínica realizada pela Seção de Assistência à Saúde (SAS) da Academia de Bombeiros Militar.
Durante a avaliação, foi realizado um checklist médico para identificar possíveis necessidades de acompanhamento, verificar eventuais riscos de infecções ou outras condições relacionadas à missão e definir os cuidados necessários antes da liberação dos bombeiros.
Além da consulta inicial, os militares já saíram com encaminhamento para exames laboratoriais, que permitirão uma avaliação mais detalhada do estado de saúde após os dias de atuação em áreas de desastre.
SAÚDE MENTAL TAMBÉM SERÁ ACOMPANHADA
Além do acompanhamento clínico, os bombeiros passarão por atendimento psicológico. A medida busca oferecer suporte aos militares que atuaram em cenários de destruição, perdas humanas e situações de elevado estresse durante a operação.
Segundo o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), o acompanhamento tem como objetivo identificar precocemente possíveis impactos emocionais decorrentes da missão e garantir a reintegração segura dos militares às atividades operacionais e ao ambiente familiar.
A corporação informou que o monitoramento da saúde ocorre em todas as etapas das missões internacionais, desde a preparação da equipe até o retorno ao Brasil, incluindo vacinação, medidas preventivas e acompanhamento médico contínuo.
MAIS DE 90 OPERAÇÕES DE RESGATE
A força-tarefa brasileira permaneceu 14 dias na Venezuela e foi formada por 71 bombeiros especialistas em desastres dos estados de Minas Gerais, São Paulo e Paraná. Desse total, 31 militares eram do CBMMG.
As equipes atuaram principalmente nas cidades de Caraballeda e Punta Caraballeda, próximas a La Guaira, onde realizaram operações de busca e salvamento urbano em estruturas colapsadas.
Durante a missão, foram registradas 90 intervenções, que resultaram na localização e retirada de 23 vítimas dos escombros. As ações ocorreram após os terremotos que atingiram o país e deixaram 4.333 mortos, além de provocar um cenário de grande destruição.
OPERAÇÃO EXIGIU EQUIPAMENTOS ESPECIALIZADOS
Para atuar nas áreas afetadas, os bombeiros utilizaram equipamentos específicos para operações em estruturas colapsadas, como ferramentas de corte e rompimento, sistemas de escoramento e elevação de cargas, detectores de vida, detectores sísmicos, equipamentos de iluminação e cães de busca.
Segundo a corporação, antes de qualquer tentativa de resgate era necessário avaliar a estabilidade das edificações e os riscos de novos desabamentos, garantindo a segurança tanto das vítimas quanto das equipes de salvamento.
Durante a operação também foram empregadas técnicas de escuta, detectores eletrônicos e cães farejadores, com a realização de verificações simultâneas para aumentar a precisão na localização de possíveis sobreviventes.
MISSÃO EM NÚMEROS
A participação mineira na operação contou com 31 bombeiros militares, enviados em duas etapas — a primeira com 13 militares, no dia 26 de junho, e a segunda com outros 18, em 28 de junho. A força-tarefa brasileira reuniu, ao todo, 71 bombeiros de Minas Gerais, São Paulo e Paraná, além dos cães de busca Logan e Áquila.







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