
Mulher denuncia ter pago R$ 5,5 mil por cirurgia que não aconteceu (Foto: Instagram)
Uma mulher que preferiu não se identificar afirma ter sido vítima de outro golpe atribuído a Tayna Regina Oliveira Castro. Desta vez, a suspeita teria prometido uma cirurgia para retirada do útero. A vítima diz que pagou R$ 5,5 mil para realizar o procedimento em um hospital particular por um preço abaixo do habitual. A operação, porém, nunca ocorreu, e ela afirma não ter conseguido reaver o dinheiro.
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Tayna também é acusada por dezenas de mulheres de participar de um falso mutirão de cirurgias plásticas, anunciado como se fosse realizado no Hospital Regional da Asa Norte (Hran). O projeto prometia procedimentos de redução de mama e colocação de próteses. As pacientes foram orientadas a pagar valores entre R$ 1 mil e R$ 3 mil, sob a alegação de que o dinheiro seria usado na compra dos insumos necessários para as operações, que não aconteceram.
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No caso da mulher que aguardava a retirada do útero, a indicação médica para a cirurgia foi feita em julho deste ano, depois que ela teve fortes sangramentos causados por um mioma uterino.
“Eu tinha passado por um médico que me cobrou um valor muito alto para fazer a cirurgia no particular, e eu não tinha esse dinheiro. Foi aí que recebi a indicação da Tayná, de que ela poderia me ajudar a conseguir a cirurgia mais barata. No total, paguei quase R$ 6 mil para ela”, conta.
Os problemas começaram quando a data da cirurgia passou a ser adiada várias vezes. Além dos cancelamentos sucessivos, o hospital onde o procedimento seria feito também mudou quatro vezes. Em uma das ocasiões, Tayna disse à paciente que a operação aconteceria no Hospital Regional de Taguatinga (HRT).
“Ela prometia a cirurgia, mas nunca acontecia. Em uma das vezes, disse que tinha conseguido marcar o procedimento no HRT. Eu me preparei, fiz jejum, e a Tayna até me buscou em casa para me levar ao hospital. Mas, quando chegamos lá, ela me deixou e foi embora. Só então descobri que, na verdade, eu conseguiria apenas uma consulta na emergência”, lembra.
Depois, a suspeita afirmou que a cirurgia seria realizada em outro hospital particular. Ao chegar à clínica, a mulher soube novamente que não havia nenhum procedimento marcado e que o valor da operação seria, na verdade, R$ 9 mil. Após várias tentativas, a vítima desistiu e conseguiu o estorno do valor pago.
Um mês depois, Tayna voltou a procurar a mulher e disse que havia conseguido uma vaga para a cirurgia em um quinto hospital particular, o mesmo onde supostamente seriam realizadas algumas operações do falso mutirão de mama.
“Na época, ela chegou até a fazer vídeo mostrando o quarto do hospital em que eu ficaria no pós-operatório, também disse que já tinha trabalhado lá. Ela ainda tentou me oferecer uma vaga no mutirão de cirurgia de mama também, mas o meu problema era outro”, conta.
Desta vez, a vítima transferiu R$ 5.500 para o Pix de uma empresa de anestesia que acreditava estar vinculada ao hospital onde a cirurgia supostamente seria feita.
“Mais uma vez, a cirurgia foi remarcada, e Tayna mudou o hospital onde o procedimento seria realizado outras duas vezes. No fim, consegui fazer a operação pela rede pública. Quando pedi o dinheiro de volta, ela começou a adiar a devolução. Tentei recuperar o valor diretamente com o hospital, mas a empresa informou que nunca havia recebido o pagamento e que sequer conhecia Tayná”, diz.
Enquanto aguardava, a vítima relata que desenvolveu anemia devido aos sangramentos intensos e precisou ser internada algumas vezes. Ela também teve de parar de trabalhar nesse período por causa do mal-estar constante.
“Depois que consegui fazer a cirurgia, começou a preocupação em recuperar o dinheiro que havia pago a Tayna. Eu tinha feito um empréstimo para conseguir o valor. Passei a cobrá-la diversas vezes, mas ela sempre adiava a devolução. Só depois de muita insistência, quando pedi que falasse a verdade, ela admitiu que havia gastado o meu dinheiro. Até hoje ela não me pagou”, conta.
A mulher decidiu procurar a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) e registrou um boletim de ocorrência contra Tayna por apropriação indébita.
O OUTRO LADO
Tayna foi procurada para comentar o caso. Ela disse que teria interesse em se manifestar, mas não apresentou nenhum posicionamento até a última atualização desta matéria. O espaço segue aberto.
Tags: Cirurgia, golpe







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