Autor de massacre em cinema de SP frequenta shopping de Salvador e gera pavor em clientes

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O ex-estudante de Medicina Mateus da Costa Meira, condenado pelo massacre ocorrido em 1999 em uma sala de cinema do Morumbi Shopping, em São Paulo, voltou a chamar atenção após passar a frequentar regularmente o Shopping Barra, em Salvador (BA). Livre desde 2024 por decisão da Justiça da Bahia, ele tem sido visto circulando pelo centro comercial, o que provocou apreensão entre clientes e comerciantes. As informações foram publicadas pela revista piauí.

Segundo a reportagem, Mateus, hoje com 51 anos, costuma visitar cafés, livrarias e até salas de cinema do shopping. Frequentadores relataram que passaram a compartilhar fotografias dele em grupos de mensagens após reconhecê-lo. “Quando eu o vi pela primeira vez, fiquei em dúvida, porque ele está bem diferente. Mas logo a informação se espalhou no shopping, deixando os vendedores com medo”, afirmou a comerciante Janaína Chaseliov, de 34 anos, à piauí.

Mateus foi condenado inicialmente a 120 anos de prisão por matar três pessoas e ferir outras nove durante um ataque ocorrido em março de 1999, em uma sessão do filme Clube da Luta. Na época, ele entrou armado com uma submetralhadora na sala de cinema do Morumbi Shopping.

Durante as investigações do caso, o então estudante explicou por que escolheu o local do crime. “Poderia ser na Câmara dos Deputados. Mas lá tem detector de metais. Por isso escolhi o shopping”, declarou durante o inquérito, segundo a reportagem.

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Após a condenação em São Paulo, Mateus foi transferido, em 2004, para a Penitenciária Lemos Brito, em Salvador. Já preso, respondeu por uma tentativa de homicídio contra um companheiro de cela. Nesse processo, foi considerado inimputável pela Justiça baiana e encaminhado para internação em um hospital de custódia.

Em 2024, ele deixou a unidade por decisão judicial. Conforme a piauí, a determinação previa que Mateus permaneceria sob tratamento psiquiátrico e moraria com os pais. A reportagem, no entanto, afirma que ele vive sozinho em uma quitinete em Salvador.

A psiquiatra Hilda Morana, que participou da avaliação de Mateus em São Paulo, afirmou à revista que ele não deveria estar em liberdade. “Ele não pode ficar na rua porque vai fazer maldade”, declarou.

Outra profissional ouvida pela reportagem, a psiquiatra Grace Adriana Lopes Conceição, também manifestou preocupação. “O risco existe. Mateus pode voltar a cometer crimes, embora dificilmente repetisse um ataque nos mesmos moldes do massacre de 1999, justamente por ser inteligente demais”, avaliou.

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O advogado Vivaldo Amaral Adaes, que atuou na defesa de Mateus, afirmou à piauí que decidiu encerrar o trabalho após a soltura. “Eu tenho medo de que ele apareça armado aqui no meu escritório. Aliás, todo mundo tem esse medo. Até porque ele já havia feito uma lista de pessoas marcadas para morrer”, disse.

Outro relato é do médico Marco Antônio Damasceno, colega de infância de Mateus. “Também já vi o Mateus várias vezes na bilheteria do cinema. Está acima do peso e me parece bem sombrio. Me cumprimentou normalmente. Fiquei com medo porque ele carregava uma mochila”, afirmou à revista.

Até o momento, não há informação de que Mateus tenha cometido qualquer crime desde que deixou o hospital de custódia. A reportagem da piauí relata que sua presença no shopping tem gerado apreensão entre parte dos frequentadores.

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