
Putin e Zelensky diante de mapa do confronto na Ucrânia (Foto: Instagram)
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, declarou nesta terça-feira (14/7) que a postura dos líderes europeus em relação às garantias de segurança para a Ucrânia acaba excluindo o continente de possíveis negociações para encerrar o conflito. Esta declaração foi uma resposta ao chanceler alemão, Friedrich Merz, que afirmou que a Rússia não deveria participar das discussões sobre o assunto.
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Peskov destacou que "a declaração de Merz evidencia claramente o impasse em que os europeus se encontram. Ao insistir nessa posição, os europeus se excluem do processo de paz", afirmou.
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Peskov também mencionou que "é inviável estabelecer garantias de segurança sem incluir a Rússia" e acrescentou que, caso essa posição dos países europeus se mantenha, "isso elimina completamente a possibilidade de participação europeia na resolução do conflito".
As declarações surgiram após Merz defender, na reunião da "Coalizão dos Dispostos" em Paris, na segunda-feira (13/7), que as garantias de segurança para a Ucrânia deveriam ser providas apenas por Kiev e seus aliados. "Essas garantias de segurança serão responsabilidade da Ucrânia e seus parceiros, não de Moscou", declarou o chanceler alemão.
A Rússia tem manifestado reservas quanto à participação europeia nas negociações sobre a guerra. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia argumenta que a segurança da Ucrânia depende, em primeiro lugar, da segurança da própria Rússia. Segundo a chancelaria russa, se o território ucraniano deixar de ameaçar a segurança russa, a estabilidade da Ucrânia estaria assegurada.
Moscou também afirma que uma solução para o conflito deve incluir o reconhecimento da Crimeia, Sevastopol e outras regiões anexadas como parte da Federação Russa, além da neutralidade, desmilitarização e desnuclearização da Ucrânia.
O presidente Vladimir Putin voltou a defender uma solução diplomática para o conflito, desde que as "causas profundas" do conflito sejam abordadas, como a expansão da Otan e as alegadas violações dos direitos da população russófona na Ucrânia. As declarações de Peskov vêm um dia após Putin afirmar que Moscou responderá aos ataques ucranianos em solo russo de forma "espelhada" e "mais poderosa". Putin afirmou que as Forças Armadas russas mantêm a iniciativa estratégica no conflito e prometeu intensificar as respostas às ofensivas de Kiev.
O cenário coincide com um novo movimento europeu para fortalecer a defesa do continente. Na segunda-feira, Ucrânia, França, Alemanha, Reino Unido, Itália, Espanha, Holanda, Noruega, Suécia e Dinamarca anunciaram a criação da coalizão FREYJA, focada no desenvolvimento de um sistema integrado de defesa contra mísseis balísticos, em resposta ao aumento dos ataques russos contra cidades ucranianas.







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