
Dirigente do Partido Liberal em pronunciamento sobre ação no TSE (Foto: Instagram)
O Partido Liberal (PL) acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na quarta-feira (15/7) contra uma pesquisa presidencial da AtlasIntel, destacando fragilidades no sistema de controle atual da Corte. O partido pediu por regras mais rígidas e claras para o registro, fiscalização e divulgação de pesquisas eleitorais.
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De acordo com o PL, os problemas recentes com a AtlasIntel mostram falhas recorrentes que comprometem a transparência e a verificabilidade das pesquisas. Isso dificulta a fiscalização por candidatos, partidos, Ministério Público e a própria Justiça Eleitoral.
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O PL propõe que as pesquisas eleitorais só sejam divulgadas após a apresentação completa da documentação exigida, incluindo dados territoriais e demográficos, registros digitais da coleta e outros documentos técnicos que comprovem a metodologia usada.
A legenda também sugere que o TSE considere qualquer forma de recrutamento de entrevistados, inclusive por anúncios pagos em redes sociais, como parte da coleta de dados. Essas ações deveriam ocorrer apenas durante o período de coleta informado no registro da pesquisa.
“Se esses mecanismos já são insuficientes nesta fase inicial do calendário eleitoral, é razoável questionar o que ocorrerá quando o processo eleitoral atingir seu ápice, especialmente às vésperas do pleito, quando o volume de pesquisas aumentará exponencialmente e o tempo para fiscalização jurisdicional será quase nulo”, afirma o documento apresentado ao TSE.
A AtlasIntel, em nota divulgada na quarta-feira, negou veementemente qualquer descumprimento das obrigações previstas na legislação eleitoral em resposta à ação do PL no TSE que visa tornar irregular uma pesquisa divulgada em 1º de julho. Essa pesquisa mostrava o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 46,3% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro (PL) com 36,6% no primeiro turno. No segundo turno, Lula aparece com 47,2%, enquanto Flávio Bolsonaro tem 36,3%.
O PL alega que a AtlasIntel não apresentou documentos obrigatórios para auditar a pesquisa, como informações sobre os municípios e setores censitários, além da composição demográfica da amostra. Também aponta inconsistências entre o plano amostral registrado e o questionário aplicado, sugerindo que a pesquisa deveria ser considerada não registrada.
Por sua vez, a AtlasIntel afirma que todos os arquivos exigidos foram enviados ao sistema PesqEle dentro do prazo legal, incluindo documentos sobre os municípios e bairros abrangidos. A empresa diz que as falhas apontadas pelo PL são decorrentes de problemas técnicos no sistema do TSE, e não de omissões da AtlasIntel.
A empresa se colocou à disposição da Justiça Eleitoral para provar, por todos os meios técnicos possíveis, que cumpriu todas as exigências legais relacionadas ao registro da pesquisa BR-04582/2026.







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