Marc Cucurella e a influência do diagnóstico de autismo do filho em sua carreira

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Cucurella e Mateo a bordo: união e cuidado na escolha pelo Real Madrid (Foto: Instagram)

O jogador da seleção espanhola Marc Cucurella é um dos principais destaques da Copa do Mundo de 2026. Conhecido por sua cabeleira marcante e energia em campo, o lateral-esquerdo tem uma motivação pessoal que afeta suas escolhas profissionais: o diagnóstico de autismo de seu filho Mateo, de 7 anos.

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Em junho, durante a competição mundial, Cucurella assinou com o Real Madrid após quase quatro anos no Chelsea. A decisão de se transferir foi influenciada pela certeza de que o novo clube garantiria o bem-estar e o desenvolvimento de seu filho — uma prioridade desde que Mateo foi diagnosticado.

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"Tivemos propostas de outros times, mas sempre verificamos primeiro se havia escolas ou terapias adequadas para ele. Isso é fundamental e muito importante. Felizmente, em Madri, temos tudo o que precisamos e estaremos bem atendidos lá", afirmou o jogador.

Mateo é o filho mais velho do relacionamento de Cucurella com Claudia Rodríguez. O casal também tem outros dois filhos: Río, de 3 anos, e Bella, de 2. A história de vida da família ganhou destaque no documentário "Casadas com o Jogo", onde Cucurella compartilhou os desafios do diagnóstico de autismo de Mateo e o equilíbrio entre vida pessoal e carreira.

Em uma entrevista, Cucurella relembrou a dificuldade inicial em entender o que afetava Mateo. "Não encontrávamos o caminho certo. Ele chorava todos os dias na escola. Levávamos pela manhã e o buscávamos ao meio-dia, e ele passava a manhã chorando", contou.

Devido à pouca idade, o diagnóstico de Mateo levou tempo para ser confirmado. Na época, Cucurella jogava pelo Chelsea, na Inglaterra. "O colégio dizia que ele era diferente, mas que poderia receber reforço. Nos sentimos perdidos durante esse período", continuou.

Foi Claudia quem encontrou uma solução. Enquanto moravam em Londres, ela pesquisou na internet e encontrou uma escola especializada. "Fomos de carro, e Claudia foi sozinha à primeira entrevista. Ela voltou muito feliz, dizendo: 'Essa é a escola que ele precisa'. Isso nos trouxe muita alegria e ajuda", destacou.

Apesar do início desafiador, Cucurella ressalta que o progresso nos tratamentos tem sido positivo para Mateo. "Ele tem um grande coração. Não entende as coisas do dia a dia como os irmãos, mas estamos trabalhando para ajudá-lo a alcançar seu potencial", concluiu.

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