
Homem segurando e mordendo banana simboliza fetiche de remoção genital (Foto: Instagram)
Nos últimos anos, alguns fetiches pouco conhecidos deixaram de ser discutidos apenas em comunidades online e passaram a chamar a atenção do público em geral. Entre eles, um dos mais peculiares envolve a ideia de remover cirurgicamente parte do pênis. Essa prática inclui procedimentos que retiram ou tornam não funcional alguma parte do órgão genital.
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No Reddit, por exemplo, uma comunidade dedicada à fantasia da glansectomia — cirurgia que consiste na remoção da glande — já conta com cerca de 2,3 mil membros. Outro grupo, focado na penectomia, procedimento que remove parte do pênis, possui aproximadamente 3,5 mil participantes.
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Apesar de parecer óbvio, é importante destacar que essa prática envolve inúmeros riscos. Em 2024, o norueguês Marius Theodore Gustavson, apelidado de “fabricante de eunucos”, foi condenado à prisão perpétua por realizar penectomias em vítimas vulneráveis e divulgar o conteúdo em seu site. Ele mesmo teve pênis, testículos, mamilo direito e perna esquerda removidos.
Em uma entrevista a um portal britânico, o médico Jeff Foster explicou que a glansectomia geralmente é realizada em pacientes com câncer peniano. “É uma operação bastante séria, pois remove a glande, o que pode causar encurtamento do pênis e mudanças na função sexual futura. Isso é muito grave”, enfatizou o urologista.
Apesar de a prática estar sendo cada vez mais discutida, a verdade é que a maioria dos homens apenas fantasia com a situação e não a realizaria. Os motivos, segundo a sexóloga Ness Cooper, envolvem uma série de outros fetiches, como a cultura da nulificação genital, onde há o desejo de ter uma área lisa do abdômen até a virilha.
Independentemente da origem do desejo, especialistas reforçam que, de maneira alguma, ele deve ser realizado. “O desejo voluntário de se submeter a esse procedimento sugere uma doença mental significativa relacionada à automutilação e autolesão”, comentou o urologista Jeff Foster.
Além das questões psicológicas, Ness Cooper destaca os riscos físicos envolvidos, como infecções graves, dores nos nervos e até mesmo perda de sangue.







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